terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O que é Humildade?

 

O que é Humildade:

Humildade significa  terra fértil, vem  da palavra húmus que significa : solo sobre nós. É a qualidade das pessoas que procuram se manter no nível dos outros, ninguem é pior ou melhor do que os outros, todos estamos no mesmo nivel de dignidade, de cordialidade, respeito, simplicidade e honestidade
Humildade é assumir, seus direitos e obrigações, erros e culpas  sem resistir,agir diferente disto, é uma arrogância e uma negação da sua origem. A humildade é uma virtude humilde, porque quem se vangloria da sua, na realidade pode ter falta dela. É um sentimento adquirido lentamente pelo trabalho interior ou provocado pelo conhecimento, que existe um ser superior ao mesmo.
A humildade é um sentimento de extrema importância, porque faz a pessoa reconhecer suas próprias limitações, tem modéstia e ausencia de orgulho. A humildade consta em praticamente todos os textos da Biblia, onde diz-se que "quem se humilha será exaltado, e quem se exalta será humilhado”.
Exemplos de pessoas humildes na história: Jesus Cristo, Ghandi, Madre Paulina,Rei Davi, Madre Tereza de Calcutá. fonte http://www.significados.com.br/humildade/

Humildade

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Um vitral em Rochdale (Clover Street) da Igreja Unitária representando a "humildade". Projetado por Edward Burne-Jones e fabricado pela Morris & Co, Inglaterra.
Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Humildade
Humildade vem do latim humus que significa "filhos da terra". Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é considerada pela maioria das pessoas como a virtude que dá o sentimento exato do nosso bom senso ao nos avaliarmos em relação às outras pessoas. Características como cordialidade, respeito, simplicidade e honestidade, embora sejam frequentemente associadas à humildade, são independentes. Portanto, quem as possui não precisa necessariamente ser humilde.
Muito confundida com Modéstia, pode ser exatamente o contrário, o modesto tem falta de ambição, a humildade pode estar no ato de reconhecer que em determinado momento estamos sendo ambiciosos ao invés de gananciosos.
Diz-se que a humildade é uma virtude de quem é humilde; quem se vangloria mostra simplesmente que humildade lhe falta. É nessa posição que talvez se situe a humilde confissão de Albert Einstein quando reconhece que “por detrás da matéria há algo de inexplicável”.
Por humilde também se pode entender a personalidade que assume seus deveres, obrigações, erros, culpas e limitações sem resistência. Assim, se pode dizer que a pessoa ou indivíduo "assume humildemente".


fonte http://pt.wikipedia.org/wiki/Humildade

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Conta da Luz diminuição (Dona Dilma) , abra o seu olho: João Maria andar...



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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O Polêmico Manual do ciclista do inferno urbano


O Polêmico Manual do ciclista do inferno urbano

O sucesso da banda Los Hermanos, quer isso fosse previsto ou não, acarretou alguns prejuízos ou mazelas sociais de quarta ou quinta grandeza, nada muito sério porém com reflexos expressivos em alguns substratos sociais ou “tribos urbanas”. Aos meus olhos o principal dano é a impressão que ficou de que você pode ser “underground” e algo do tipo “do bem” ao mesmo tempo. Olha eu até curto uma música ou outra dos caras mas eu tenho que escancarar isso.
Funciona assim: você até vai protestar, se rebelar, bradar contra o establishment, porém você não ousaria colocar em risco sua integridade física e social pixando muros, explodindo bombas ou atirando fezes em bancos e senhores de terno. Para o cara underground de bem, causas mais nobres e elevadas como o veganismo e o cicloativismo são chances perfeitas de expressar a sua rebeldia.
Você já viu esses sujeitos por aí. Vou me focar no estereótipo masculino, que é invariavelmente mais restrito e menos variado que o feminino e por isso mesmo mais fácil de ser generalizado. São aqueles caras barbudos, desleixados, de camisas elegantes mas nem tanto, tudo meio surrado mas na medida, óculos grossos… volto a reforçar o Los Hermanos como referência. Claro que existem as variações mas eu gostaria, honestamente, de estereotipar o máximo possível nesse texto. Continuemos: esses caras andam por aí com suas bicicletas e plaquinhas escritas “paz no trânsito” e vão criar blogs ensinando você a se virar na cidade com sua bike.
Procurei “cicloativistas” no Google Images.
Mais do que isso: lhe dirão que você tem direitos, que existe algo como “um metro e meio de distância do carro para a bike” etc. Dirão que a lei está a seu favor e que você deve reforçar o seu direito de andar de bicicleta tranquilamente pelas grandes cidades sem maiores preocupações. Mentiras e mais mentiras. Bons hábitos, bom humor, consciência e essas coisas não fazem o trânsito bom ou humano. Trânsito se faz com planejamento urbano, interesses de montadoras de automóveis etc. Tudo está perdido. Não dê ouvidos aos cicloativistas.
Traffic congestion, Sao Paulo, Brazil
“Não esqueça de usar o capacete” (Photo credit: Wikipedia)
Não quero defender aqui que você não deve utilizar as leis que estiverem a seu favor no eventual caso de precisar delas (se você ainda estiver vivo ou fisicamente habilitado quando precisar recorrer à lei). Mas o que penso de todas essas leis, direitos e métodos é que são como um livro que ensina natação. Você pode ler o livro inteiro, mas a hora que você pular na piscina…
Não acredite em civilidade nas ruas. Há muito tempo o trânsito se tornou guerra. Se você precisar ou quer usar sua bicicleta de forma efetiva na cidade, como seu transporte cotidiano, isto é, chegar na hora certa aos lugares, íntegro, disposto e o menos suado possível, você não precisa procurar mais, aqui está seu guia, o manual do ciclista do inferno urbano.
Aqui está um conjunto de práticas, recomendações e disposições mentais que lhe auxiliarão a percorrer as cidades com sua bike e fazer tudo o que deseja, com muito mais facilidade e rapidez do que se tivesse um automóvel (isso é comprovado com bicicletas em comparação a carros em grandes cidades dentro de um raio de 6km – Fonte: The house of lies.).
Escrito por uma pessoa que anda de bike em grandes centros urbanos há mais de 10 anos e não possui nenhum atropelamento em sua breve porém rica história, o manual se inicia nada menos do que pelo tópico número um:
  • UM: todo motorista é um imbecil e quer te matar violentamente. É evidente que isto não é verdade, porém isso é uma disposição mental que você deve manter a todo momento, e que vai guiar todas as suas ações enquanto estiver pedalando na cidade. Confiar em um motorista é um erro crasso, juvenil e perigoso. O que nos leva ao tópico seguinte.
  • DOIS: procure olhar para os olhos do motorista e não para o carro. O primeiro efeito benéfico dessa ação é saber o que realmente está acontecendo com aquele veículo. “Mas eu estava olhando o carro”, grande merda. O motorista pode estar trocando o som, olhando para o outro lado, falando ao celular, enfim. O segundo efeito, não esperado mas reparei que é frequente quando há contato visual, é que o motorista se assusta um pouco e geralmente freia moderadamente, sei lá, as pessoas não estão acostumadas a se olhar nos olhos, mas pensando bem isso é muito Los Hermanos.
  • TRÊS: evite a contramão a todo custo. Essa faz parte do repertório dos cicloativistas, eu devo admitir que eles tem umas sacadas. É simplesmente a sua velocidade contra a do carro, e não dá nem tempo pra fazer o contato visual mencionado acima. Sério, você fica muito mais exposto à desatenção do motorista; pegue contramão apenas em casos extremos e inevitáveis (existem vários, infelizmente).
  • QUATRO: evite a calçada (ou ainda, utilize a calçada na hora certa). A calçada deve ser evitada não porque é contra a lei, ou é dos pedestres ou coisa assim. A rua em teoria é também das bicicletas, mas há casos de ruas estreitas, com calçadas altas, onde é extremamente perigoso andar na pista, sob o risco de não poder escapar em caso de necessidade, como por exemplo, pulando para a calçada. A principal desvantagem da calçada é o fato de estar cheia de pedestres e o seu trajeto virar uma espécie de videogame onde você não atropelar os pedestres, o que prejudica muito o fator chegar no horário mencionado no início do artigo.
  • CINCO: os cães ladram, a caravana passa. Você deve ter ouvido falar de uma mulher que morreu recentemente atropelada por um ônibus na Avenida Paulista. O que ela estava fazendo, segundo os relatos? Xingando o motorista de outro ônibus que quase a tinha atropelado anteriormente. Verdade, ou não, você entendeu a dica. Não discuta com motoristas. Lembre: todos querem a sua morte violenta e nada mais. Respire fundo e siga em frente, deixando a raiva de lado – sentimentos como estes fazem sua respiração e seu equilíbrio perderem o compasso, aumentando os índices de lamentabilidade do seu rolê ciclístico.
  • SEIS: capacete, usar ou não? Aí depende. Como eu sou um ciclista da guerra muitas vezes preciso chegar minimamente asseado a alguns lugares. Se você tem cabelos e precisa chegar com eles mais ou menos em ordem em algum canto, você vai ter problemas: suor, deformação do penteado e mau cheiro são alguns prováveis. Nessa hora vale equilibrar a sua habilidade e confiança na bike, suas necessidades e a probabilidade de você sofrer algum acidente grave e rachar o crânio no meio. Eu mesmo só costumo usar capacete em rolês extremos, viagens etc. Mas se você perguntar aos cicloativistas eles vão dizer que até um capacete de moto não faria mal em certos casos. Nosso manual vai se prestar a um serviço inútil agora e deixar essa decisão na sua mão.
  • SETE: se você está na mão certa e vem outro ciclista na contramão… Você dá um jeito de deixar bem claro pra ele que não vai sair do seu caminho, e que até os cicloativistas e o Los Hermanos desaprovariam a atitude dele/dela. Acima de tudo, não saia do seu eixo.
  • OITO: olhe para a frente. É óbvio? Talvez. Mas o óbvio nem sempre é evidente. Quando pedalamos na mão certa é natural que sintamos a vontade de olhar pra trás pra conferir a aproximação dos carros. Dica: isso não vai te ajudar muito. É necessária uma espécie de confiança meio louca pra andar de bike na cidade e olhar pra frente é a materialização desse estado de espírito.
  • NOVE: fones de ouvido. Na guerra? Em meio ao inferno urbano? Em velocidade? Simplesmente ridículo. Conheço gente que foi atropelada porque estava mais preocupada em fazer a vida parecer um videoclipe.
  • DEZ: cargas. Eu trabalho a 10km da minha casa e faço o percurso de ida e volta quase diariamente na bike. Gosto de chegar minimamente apresentável no serviço, e eu sou uma pessoa que transpira bastante… Uma mochila nas costas num dia quente pode ter resultados drásticos nesse sentido. Por opção instalei um bagageiro (vulgo garupa de luxo) e sempre pedalo sem nada nas costas, preservando uma relativa integridade de minhas vestes e economizando algumas lavagens de roupa (antes do bagageiro eu “gastava” 2 camisetas por dia as vezes).
  • BÔNUS: sobre pedalar alcoolizado. Muitas vezes eu prefiro ir de bike para o bar. Me dá a tranquilidade espiritual necessária para cachaçar sem limites quando assim desejo. A volta costuma ser algo meio nebuloso do qual você não se lembra direito, alternando bons momentos de descidas e retas com subidas sofridas e o famoso suor de cachaça no bigode. Se houver disposição, na chegada, o ideal é uma bela chuveirada e cair na cama: o sono do bêbado ciclista é de uma profundidade comovente. Mas cuidado, não é só porque você está de bike que as mazelas do trânsito vão lhe passar ao largo. Procure fazer isso apenas de madrugada.
  • BÔNUS DOIS: sobre bicicletas e sexo. Você tem que estar ciente do seguinte: você passou horas pedalando, movimentando suas pernas e transpirando bastante na região da púbis – não quero entrar em detalhes. Se for encontrar alguém com intenções de afeto carnal intenso, leve este fator em consideração. Considere também além de seu nível de intimidade com o parceiro ou parceira: como a pessoa em questão reagiria após abaixar suas calças e se deparar com um estado de provável lamentabilidade de suas partes pudendas? Faça a matemática mental necessária: levar aparatos para tomar um banho? Tacar o foda-se? Eu particularmente prefiro o caminho da honestidade: “Você quer que eu tome um banho. Acredite em mim“. Tem gente que não quer nem saber de esperar banho, tem gente que agradece… a glória da diversidade. Claro que em caso de pedaladas curtas isso não se aplica, mas o ciclista da guerra e do inferno urbano dificilmente faz pedaladas curtas.
CONCLUINDO: a situação das ruas nas cidades médias/grandes é de miséria espiritual. As pessoas estão literalmente se matando pra chegar 5 minutos mais cedo ou 5 minutos menos atrasados em lugares onde elas vão continuar esfolando a si mesmas de todas as maneiras possíveis. Mas o ciclista do inferno urbano é diferente. Ele desliza pela cidade indiferente à toda a mediocridade e pobreza interna de seus habitantes. Ele chega rapidamente onde os carros não chegam. Ele conhece a cidade em sua intimidade e usa suas particularidades a seu favor. Além disso, ele não deixa que os lastimáveis hábitos alimentares e cotidianos da cidade destruam seu corpo, pois está sempre fazendo exercícios aeróbicos e fortalecendo a si mesmo, sua resistência e sua auto-estima. Alheio às comiserações de seus companheiros de espécie, o ciclista do inferno urbano é um ser atento, disposto, dedicado à sua mobilidade e alheio aos gritos, latidos e buzinas de nossos agressivos motoristas. Tempo, esforço e dedicação são extremamente necessários para tanto, mas se me perguntarem, lhes digo que vale muito a pena.

Texto escrito por Rafael (dedos) – http://dedos.info

fonte:  http://diariofnord.wordpress.com/2012/09/13/o-polemico-manual-do-ciclista-do-inferno-urbano/

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A farsa do vegetarianismo como discurso político Ou: sobre animais, plantas e mendigos.


A farsa do vegetarianismo como discurso político

Ou: sobre animais, plantas e mendigos.

É necessário que se esclareçam dois pontos antes de comungarmos deste indigesto Cafezinho Bomba. É sabido que este blog é uma espécie de confraria de malfeitores, profetas do apocalipse e inimigos públicos, portanto se você veio buscar palavras de alento face à sua escolha alimentar vegetariana, ou ainda um discurso ponderado, embasado em fatos comprovados, eu sinto muito. Vamos aos pontos:
  1. Eu sou vegetariano há muitos anos; sinto empatia enorme pelos animais e prezo todos os benefícios de uma alimentação que não inclua carne de espécie alguma.
  2. Eu odeio a democracia. A democracia tem muito em comum com a comunicação de massa: é necessário nivelar as ideias e os atos por baixo, para que todos, incluindo os estúpidos, possam de certa forma entender e usufruir de seus teóricos benefícios. Na prática, porém, isto não funciona. O exemplo brasileiro é ótimo – supostamente vivemos num estado laico com direitos iguais a todos. Entretanto, vivemos em um estado cristão, niilista, histérico e cheio de ódio, onde claramente não há igualdade de direitos. E por dar voz e poder a tantos cristãos niilistas e outros tipos de odiadores, ficamos emperrados em assuntos sérios e reais – como o aborto, a legalização de algumas drogas, a eutanásia, células tronco etc. Sempre serei pelo anarquismo, pois este não me obriga a necessariamente aceitar a estupidez alheia. Tudo isso será levado em conta na moderação dos comentários.
Estes pontos sendo esclarecidos, podemos prosseguir com o nosso singelo artigo. Outro dia mesmo publicamos um texto de relativo sucesso, o Polêmico manual do ciclista do inferno urbano (mas que porra de título), onde apontávamos o cicloativismo como uma das facetas do Homem Underground de Bem, o jovem grisalho que termina todas suas frases com “mas nem tanto”. Este é mais um libelo contra um dos artifícios lançados pelo H.U.B. em seus confortável protesto contra o stablishment: o vegetarianismo. Gostaria de elencar algumas características da Farsa do Vegetarianismo como Discurso Político.
vegetarianismo
Substitua “animais” por “casamento” ou “seres humanos”, dá certo

1. Uma escolha elitista

Você já frequentou um restaurante vegetariano em uma cidade como São Paulo, ou ainda, nossa querida São José dos Campos? Eu os frequento constantemente. Sabe que tipo de pessoas estou acostumado a ver? Pessoas bem vestidas, de olhar altivo e sereno, vestindo roupas de teores neo-hippies com alguma chumbreguice oriental. O preço da comida costuma ser bastante elevado. Ah, mas você não come em restaurantes, e sempre é possível comprar uma boa comida por preços razoáveis e comer em casa, certo? Claro que sim, mas se você não quiser ficar rapidamente desnutrido comendo arroz branco e alface como sempre, vai ter que ir atrás de alimentos integrais e outras coisas saudáveis. E aí você vai se deparar com um estranho fato: é muito mais barato se alimentar das porcarias embutidas e sintéticas do que de alimentos ditos orgânicos e integrais. Existe todo um mercado de produtos voltados para vegetarianos e pessoas com hábitos alimentares nobres e elevados e adivinhe só, todos esses produtos custam caro (já escrevi sobre isso em outro texto – O Advento da Salsicha). Aliás o tal do alimento orgânico – que é muito mais caro do que aquela cenoura mutante com a qual você poderia matar alguém na paulada – nada mais é do que o que nossos avós plantavam no quintal de suas casas. Novos nomes e rótulos vão sendo gerados, prefixos bonitos como acti, nutri, bio vão sendo acrescentados. A inversão foi feita genialmente. Se não tiver dinheiro, você vai comer o pior que a indústria de alimentos pode oferecer. As descobertas sobre os alimentos que vem sendo usados em nossos alimentos industriais, por sinal, não são nada animadoras. Outro tópico que pega um gancho neste é o seguinte:

2. Um discurso restrito

Faça uma viagem a alguma cidade encravada no interior de nosso país e seja recebido por uma família do lugar. Na hora em que servirem o almoço, diga que você não come carne e contemple a expressão de seus anfitriões. Aquilo lhes parecerá simplesmente alienígena. Se você quiser piorar muito as coisas, comece a explicar seus motivos ideológicos a eles – o sistema industrial de matança, os prejuízos à agricultura, a tortura aos animais… Porque isso acontece? Porque o vegetarianismo enquanto discurso político não tem muito alcance, por estar restrito aos lugares onde há dinheiro e homens (e mulheres, ok?) underground de bem. Para muitas famílias soará até ofensivo que se retire a já escassa carne de suas dietas. Existe algum problema com essas pessoas? Elas caminham sozinhas nas sombras da ignorância? É necessário um messias vegetariano para espalhar a boa nova nessa terra arrasada…? Não creio em nenhuma dessas respostas. Pelo contrário. O vegetarianismo é só uma escolha como qualquer outra – é estúpido pensar que é uma escolha adequada para todas as pessoas ou mais correta e nobre. Porém, muitas vezes, é pra isso mesmo que se presta esse discurso:

3. Um jeito de canalizar seu ódio

Existe uma legião de pessoas assim: enquanto, em seu interior, nutrem um desprezo e um ódio rançoso pela humanidade, abraçam causas como a proteção dos animais e o vegetarianismo para destilar sua pretensa superioridade sobre seus pares. Essas pessoas cuspiriam num mendigo pedindo comida na rua, e na sequência abrigariam um cão abandonado em seus lares, publicando fotos dele no Facebook e procurando pessoas para adotar enquanto recebem cumprimentos de outros amigos politicamente corretos. Entre alguns vegetarianos há um comportamento similar: há pessoas que vão agarrar a primeira oportunidade para despejar sobre os outros o seu discurso politicamente correto e cheio de ódio sobre como o ser humano é um câncer para o planeta, e de como estamos escravizando os animais em nosso benefício em uma indústria mortífera e lucrativa. Evidente que em algum ponto esse discurso realmente toca os fatos – mas não é disso que se trata o discurso do vegetariano raivoso. Trata-se apenas de se afirmar sobre os outros fazendo uso de sua opção alimentar – o que, francamente, é fácil de mudar se houver o real desejo – para destilar seu ódio de si mesmo e dos outros. Esse discurso trata o ser humano como um alienígena que, em algum ponto da história do planeta, se impôs sobre as outras espécies num plano maldoso de dominação do planeta. Se esquecem de que nós, macaquinhos humanos, também somos frutos da seleção natural e que nosso cérebro foi fundamental para nossa sobrevivência. É fato que encontramos meios bem cruéis de garantir isso, porém bondade e maldade são conceitos humanos – respeitar a natureza não é nenhuma garantia de ser “respeitado” por ela.  É aí onde entram suas opções. Mas ser vegetariano não necessariamente é uma “boa” opção…

4. Novas comidas, velhos hábitos

Ser vegetariano não é nenhum salvo-conduto de pureza pessoal – até que se prove o contrário a única diferença de você para os outros é que você não come carne. Aliás, as vezes você nem deixa de ter essa vontade – razão pelo sucesso de produtos como carne de soja, hamburguer de soja, presunto de soja, leite de soja… A soja é um ótimo exemplo de como a farsa vegetariana opera, em vários níveis, e não tem a pretensa nobreza que se quer transmitir:
  1. você ainda quer algo que se pareça carne, que tenha os mesmos supostos benefícios da carne (o desespero pelas proteínas tão facilmente alcançada de outros meios);
  2. você ainda está disposto a comer produtos transgênicos, processados industrialmente, desfigurados e moldados de maneira a assumirem diversas formas;
  3. você ainda está contribuindo para um sistema agroindustrial escroto, o esquemão da soja.
Outra coisa. Doces, bebidas alcoólicas e todo tipo de traquitanas alimentares podem continuar sendo consumidos sem culpa nenhuma. Eu acho muito engraçado – existe o caso mais específico ainda dos veganos. Conheço gente que não come nada de origem animal mas comemora quando descobre um salgadinho ou guloseima que não tenha traços animais. Consumir leite ou carne é terrível, mas glutamato de sódio e outras substâncias com nomes terríveis estão ideologicamente livres para serem absorvidos.

5. Você não está salvando o mundo

Sinto lhe informar, pessoa de bem, que você apenas escolheu outra indústria pra servir – no máximo deixou de alimentar uma. Você está, possivelmente, fazendo um bem enorme a si mesmo – qualquer vegetariano de médio-longo prazo sabe de todos os benefícios e do bem estar que acomete o organismo. Mas as coisas param por aí. Talvez, na minha opinião provavelmente, a relação entre vegetarianos/onívoros continuará estável com o passar dos anos. Se esse assunto está em voga hoje é meramente porque estão sendo criados mercados em torno disso e a fase ainda é boa para inovar. Existe também o momento de inserção de diversos elementos de culturas orientais na nossa sociedade ocidental. Práticas e filosofias como o Budismo, Yoga e Meditação tem encontrado muito mais espaço em nosso meio. E é claro que a mensagem oriental de auto-aceitação e auto-realização foi distorcida a nosso bel prazer, permitindo todo o tipo de comportamentos indolentes e preguiçosos – o que gera essa bizarrice enfadonha que são as pessoas extremamente chatas, recalcadas e mal-humoradas usando roupas indianas e frequentando cursos, aulas de meditação e SPAs de autoconhecimento.

Concluindo

Eu entendo perfeitamente as pessoas que escarnecem dos vegetarianos e afins, tirando sarro de seus hábitos, perguntando se vão comer alface no jantar. Eu até me junto a eles em alguns momentos. Em minha humilde concepção do mundo, nós humanos também somos animais e merecemos tanto amor e cuidado quanto os gatinhos e cãezinhos abandonados que infestam o Facebook. A farsa do vegetarianismo como discurso político é uma postura confortável para expressar um suposto descontentamento com os fatos e mascarar o desprezo de muitos pelos seres humanos – uma forma de manifestar exteriormente a falta de intimidade consigo mesmo, o que gera falta de empatia e sensibilidade para com o outro.  No fim das contas, sob a frieza dos fatos, você está esperneando enquanto enche a pança, um privilégio para muito poucos. Parabéns.

Texto escrito por Rafael (dedos) – http://dedos.info

http://diariofnord.wordpress.com/2012/10/02/a-farsa-do-vegetarianismo-como-discurso-politico/

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Olavo de Carvalho Sobre a Admiração



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domingo, 27 de janeiro de 2013

Meus pêsames a vcs de Santa Maria Sobreviventes de incêndio relatam caos...



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Blog O Santo Nome Srimad Bhagavatam estamos em Kali Yuga.



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Richard Dawkins Admite, não tem resposta... (Teoria da Evolução)



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Ateu de Oxford Chama Richard Dawkins de 'Covarde' por Não Debater com Wi...



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A Ciência Acabou Com Deus ?


A Ciência Acabou Com Deus ?

A Ciência Acabou Com Deus ? 
 
 
Por 50 anos, o filósofo britânico Antony Flew foi um ateu muito respeitado por seus colegas. Seu ensaio Theology and Falsification (Teologia e Falsificação), de 1950, “tornou-se a publicação filosófica mais reimpressa do . . . século [20]”. Em 1986, Flew foi chamado de “o mais influente dos críticos contemporâneos do teísmo” (crença em Deus). Assim, muitas pessoas ficaram chocadas quando Flew anunciou em 2004 que tinha mudado seu modo de pensar.O que levou Flew a mudar de ideia? Em poucas palavras: a própria ciência. Ele ficou convencido de que o Universo, as leis da natureza e a própria vida não poderiam ter surgido por mero acaso. Faz sentido essa conclusão?

  • Como surgiram as leis da natureza?

O físico e escritor Paul Davies afirma que a ciência consegue explicar muito bem os fenômenos naturais, como a chuva. Mas ele diz: “Quando se trata de . . . perguntas como ‘Por que as leis da natureza existem?’, a situação é mais complicada. As descobertas científicas não ajudam muito a esclarecer esse tipo de dúvida. Muitas das perguntas mais importantes continuam sem resposta desde o início da civilização e ainda nos perturbam.”

Em 2007, Flew escreveu: “O mais importante não é o fato de haver regularidades na natureza, mas sim que elas são matematicamente precisas, universais e interligadas. Einstein referiu-se a elas como ‘a razão encarnada’. O que devemos perguntar é o que fez a natureza surgir do jeito que é. Essa, sem dúvida, é a pergunta que os cientistas, de Newton a Einstein e a Heisenberg, fizeram e para a qual encontraram a resposta. Essa resposta foi: a Mente de Deus.”

De fato, muitos cientistas renomados não acham que é anticientífico acreditar numa Causa Primária inteligente. Por outro lado, dizer que o Universo, suas leis e a vida simplesmente surgiram por acaso não é intelectualmente satisfatório. Por exemplo, quando pensamos nas coisas que usamos no dia a dia, em especial aquelas que possuem um projeto complexo e sofisticado, fica claro que foi preciso alguém para projetá-las.

Em que você vai ter fé?

Embora os novos ateus gostem de dizer que a ciência é a espinha dorsal de suas crenças, a verdade é que nem o ateísmo nem o teísmo se baseiam totalmente na ciência. Os dois exigem fé: o ateísmo, no acaso sem objetivo; o teísmo, numa Causa Primária inteligente. Os novos ateus defendem a ideia de que “toda fé religiosa é cega”, escreveu John Lennox, professor de matemática na Universidade de Oxford, Inglaterra. Mas ele acrescentou: “Precisamos deixar bem claro que quem pensa assim está errado.” Então, fica a pergunta: Que fé resiste à lógica — a dos ateus ou a dos religiosos? Analise, por exemplo, a origem da vida.

Os evolucionistas admitem prontamente que a origem da vida ainda é um mistério — apesar de existirem muitas teorias conflitantes. Richard Dawkins, um dos novos ateus mais influentes, afirma que por causa da grande quantidade de planetas que deve existir no Universo é óbvio que surgiria vida em algum lugar. Mas muitos cientistas respeitados não têm tanta certeza. John Barrow, professor em Cambridge, disse que a crença na “evolução da vida e da mente” acaba “num beco sem saída em todos seus estágios. Existem tantos fatores que impedem a vida de evoluir num ambiente complexo e inóspito que seria pura arrogância sugerir que tudo é possível com a quantidade suficiente de carbono e de tempo”.

Lembre-se também que a vida não é apenas um conjunto de elementos químicos. Na verdade, ela é baseada num tipo extremamente sofisticado de informações, que estão codificadas no DNA. Assim, quando falamos da origem da vida, estamos falando também sobre a origem de informações biológicas. Qual é a única fonte de informações que conhecemos? Numa palavra: inteligência. Será então que uma série de acidentes produziria informações complexas, como um programa de computador, uma equação algébrica, uma enciclopédia ou mesmo uma receita de bolo? É claro que não! Muito menos as informações armazenadas no código genético dos organismos vivos, que são bem mais sofisticadas e eficientes.

  • É científico dizer que a sorte é a Causa Primária?

Segundo os ateus, “o Universo é assim mesmo, cheio de mistérios, e por coincidência possibilita a vida”, explica Paul Davies. “Se não fosse assim”, dizem os ateus, “nem estaríamos aqui para debater esse assunto. O Universo pode ou não ter uma complexa harmonia subjacente, mas não existe nenhum projeto, objetivo ou significado — pelo menos nenhum que faça sentido para nós”. “A vantagem dessa postura”, observa Davies, “é que é fácil de ser assumida — tão fácil que serve de pretexto”, ou seja, um modo conveniente de fugir do assunto.

Em seu livro Evolution: A Theory in Crisis (Evolução: Uma Teoria em Crise), o biólogo molecular Michael Denton concluiu que a teoria da evolução “parece mais um princípio de astrologia medieval do que uma teoria científica séria”. Ele também se referiu à evolução darwinista como um dos maiores mitos de nossos tempos.

Com certeza, dizer que a sorte é a Causa Primária soa como mito. Imagine esta situação: Um arqueólogo vê uma pedra bruta mais ou menos quadrada. Ele pode dizer que ela tem esse formato por acaso, o que seria uma conclusão razoável. Mais tarde, ele encontra outra pedra, mas com o formato perfeito do busto de um homem, com todos os seus detalhes. Será que ele concluiria que essa peça também surgiu por acaso? Não. Sua mente racional diz: ‘Alguém fez isso.’ Usando um raciocínio similar, a Bíblia diz: “Cada casa . . . é construída por alguém, mas quem construiu todas as coisas é Deus.” (Hebreus 3:4) Você concorda com isso?

O professor Lennox escreveu: “Quanto mais aprendemos sobre o nosso Universo, mais credibilidade ganha a hipótese de que existe um Deus Criador — que projetou o Universo com um objetivo — como a melhor explicação do porquê estamos aqui.”

Infelizmente, uma das coisas que enfraquecem a crença em Deus são as atrocidades cometidas em nome dele. Por esse motivo, algumas pessoas concluíram que a humanidade ficaria numa situação melhor sem a religião. O que você acha disso?

Fonte: http://www.antinovaordem.com/2012/02/ciencia-acabou-com-deus.html#ixzz2JAlj6UTV
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Richard Dawkins Humilhado! Deus um Delírio-O Delírio de Dawkins exposto...



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Richard Dawkins admite que o Design Inteligente é Ciência Autêntica



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Confúcio(Documentário)




Confúcio(Documentário)
Confúcio (em chinês: 孔子, pinyin: Kǒngzǐ; Tsou, 551 a.C. - Qufu, 479 a.C.) é o nome latino do pensador chinês Kung-Fu-Tse ou Kung-Fu-Tzu (chinês: 孔夫子; pinyin: Kǒng Fūzǐ, literalmente "Mestre Kong"). Foi a figura histórica mais conhecida na China como mestre, filósofo e teórico político. Sua doutrina, o confucionismo, teve forte influência não apenas sobre a China mas também sobre toda a Ásia oriental.

Conhece-se muito pouco da sua vida. Parece que os seus antepassados foram de linhagem nobre, mas o filósofo e moralista viveu pobre, e desde a infância teve de ser mestre de si mesmo. Na sua época, a China estava praticamente dividida em reinos feudais cujos senhores dependiam muito pouco do rei.

A sua filosofia enfatizava a moralidade pessoal e governamental, a exatidão nas relações sociais, a justiça e a sinceridade. Estes valores ganharam destaque na China sobre outras doutrinas, como o Legalismo (法家) ou o Taoísmo (道家) durante a Dinastia Han[1] (206 a.C. - 220 d.C.). O confucionismo foi introduzido na Europa pelo jesuíta italiano Matteo Ricci, que foi o primeiro a latinizar o nome como "Confúcio".

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O Príncipe (Nicolau Maquiavel)




Enviado em 31/01/2012
O Príncipe é um livro escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, cuja primeira edição foi publicada postumamente, em 1532.
Trata-se de um dos tratados políticos mais importantes já escritos, e que tem papel crucial na construção do conceito de Estado como modernamente conhecemos. Entre outras coisas, descreve as maneiras de conduzir-se nos negócios públicos internos e externos, e fundamentalmente, como conquistar e manter um principado.

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Este livro da todas as "tintas" do PT, QUE TEM SEGUIDO ELE ATÉ AGORA. Este é o momento de acabar com o Lulismo, porque os bons companheiros estão cheios de maldade e ciumes uns dos outros. Agora é a hora de atacar e os outros partidos sabem disto.Toda politica é maquiavélica e o povo sempre será um maleavel detalhe neste mundo..


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sábado, 26 de janeiro de 2013

Antoine Lavoisier


Antoine Lavoisier

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Antoine Lavoisier
Química
Antoine lavoisier color.jpg

Lavoisier, reconhecido como o "pai" da química moderna

Nacionalidade França Francês

Nascimento 26 de agosto de 1743
Local Paris

Falecimento 8 de maio de 1794 (50 anos)
Local Paris
Causa Guilhotinado durante a Revolução Francesa

Cônjuge Marie-Anne Pierrette Paulze

Actividade
Campo(s) Química
Conhecido(a) por Fundador da química moderna
Assinatura
Antoine Lavoisier Signature.svg

Antoine Laurent de Lavoisier (Paris, 26 de agosto de 1743 — Paris, 8 de maio de 1794) foi um químico francês, considerado o pai da química moderna.[1]
Foi o primeiro cientista a enunciar o princípio da conservação da matéria. Além disso identificou e batizou o oxigênio, refutou a teoria flogística e participou na reforma da nomenclatura química. Célebre por seus estudos sobre a conservação da matéria, mais tarde imortalizado pela frase popular:[2]
Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

Índice

Biografia

Nascido em uma família rica em Paris, Antoine-Laurent Lavoisier herdou uma grande fortuna com a idade de cinco anos com o falecimento de sua mãe. Ele foi educado no Collège des Quatre-Nations (também conhecido como Collège Mazarin) de 1754 de 1761, estudando química, botânica, astronomia e matemática. Ele era esperado para seguir os passos de seu pai e ainda obteve sua licença para praticar a lei em 1764 antes de voltar a uma vida de ciência.
Lavoisier é considerado o pai da química. Foi ele quem descobriu que a água é uma substância composta, formada por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio: o H2O. Essa descoberta foi muito importante para a época, pois, segundo a teoria de Tales de Mileto, que ainda era aceita, a água era um dos quatro elementos terrestres primordiais, a partir da qual outros materiais eram formados.
Em 16 de dezembro de 1771 Lavoisier casou com uma jovem aristocrata, de nome Marie-Anne Pierrette Paulze. A sua mulher tornou-se num dos seus mais importantes colaboradores, não só devido ao seu conhecimento de línguas (em particular o inglês e o latim), mas também pela sua capacidade de ilustradora. Marie-Anne foi responsável pela tradução, para francês, de obras científicas escritas em inglês e em latim, fazendo ilustrações de algumas das experiências mais significativas feitas por Lavoisier[2]. Ele viveu na época em que começava a Revolução Francesa, quando o terceiro estado (camponeses, burgueses e comerciantes) disputava o poder na França.
Lavoisier foi guilhotinado a 8 de maio, após um julgamento sumário no dia anterior[3]. Joseph-Louis de Lagrange, um importante matemático, contemporâneo de Lavoisier disse:
Não bastará um século para produzir uma cabeça igual à que se fez cair num segundo.

Participação na Academia de Ciências

Lavoisier foi pela primeira vez proposto como membro da Académie des Sciences em 1766, mas só foi eleito em 1768. Como membro de pleno direito, Lavoisier participou em comissões de investigação de novas teorias e/ou fenómenos, de forma a avaliar a sua legitimidade científica.

Avaliação do mesmerismo

O mesmerismo é uma teoria desenvolvida por Franz Anton Mesmer, com grande destaque na Europa durante a década de 1780. Segundo essa teoria, existe um único fluido no Universo, que une e relaciona todos os corpos[1]. Este fluido se manifestaria de diferentes formas incluindo: gravidade, eletricidade, magnetismo e magnetismo animal (nos seres vivos).
Segundo Mesmer, as doenças eram causadas por bloqueios do fluxo magnético animal nos seres vivos, e a sua cura poderia ser possível através do restabelecimento do fluxo, feito por especialistas com um forte magnetismo. Para curar um doente, o especialista localizava os locais onde o fluxo se encontrava bloqueado e restabelecia o fluxo massageando as áreas afetadas do corpo.[2]

Annales de chimie et de physique, revista científica criada em 1789, da qual Lavoisier foi um dos primeiros editores.
Em 1778 Mesmer fixou residência em Paris, montando o seu próprio consultório e estabelecendo uma rede de discípulos. A sua influência na sociedade francesa foi suficiente para preocupar o rei francês, Luís XVI, que requereu, seis anos mais tarde, o estudo do mesmerismo por uma comissão independente.
Em 1784 foram criadas duas comissões para o estudo do mesmerismo: uma composta por elementos da Sociedade de Medicina, e outra composta por elementos da Académie des Ciences. A comissão da Academia era composta por Jean d'Arcet, Joseph-Ignace Guillotin, Jean Borie, Sallin, Jean Sylvain Bailly, Le Roy, Benjamin Franklin e Lavoisier.[1]
O objetivo da comissão foi testar a existência do fluxo magnético animal, visto que o mesmerismo considerava a cura dependente deste fluido. No entanto, segundo o próprio mesmerismo, não era possível analisar ou conhecer as características do fluxo magnético animal, e como tal, tornou-se impossível realizar experiências para testar as suas propriedades físicas.
Mesmer propôs que o estudo incidisse sobre as curas atribuídas à ação do fluxo magnético animal. No entanto a comissão concluiu que não era possível isolar a ação do fluido dos outros fatores que contribuem para uma cura, ou mesmo determinar se a cura era realmente consequência da ação do fluido[2]. Mesmer recusou-se a cooperar com a comissão da Académie des Ciences, quando soube que o estudo do mesmerismo não ia incidir nas curas. Foi substituído por Charles Deslon, que na altura, era o principal discípulo francês do mesmerismo.
Como a comissão suspeitou que as curas se deviam mais ao poder de sugestão (devido à forma como as sessões de cura eram conduzidas), decidiu realizar duas séries de experiências[1]: uma em que as pessoas eram sujeitas ao poder de sugestão, mas não à ação sobre o fluxo magnético animal; outra em que as pessoas eram sujeitas à ação do fluxo magnético animal, mas sem serem informados deste fato. Essas experiências foram desenvolvidas, principalmente, por Lavoisier.
Rapidamente a comissão concluiu pela análise das experiências realizadas que, não existe fluxo magnético animal e que as curas resultavam simplesmente da ação do poder de sugestão. A comissão elaborou um relatório com o título de Rapport des commissaire changés par le roi de l'examen du magnétism animal, incluindo os objetivos do estudo, a descrição das experiências realizadas e as conclusões tiradas. Mais uma vez pensa-se que Lavoisier teria exercido um papel importante na elaboração desse relatório.

Estudo do oxigênio

Lavoisier não descobriu exatamente o oxigênio. Este gás foi descoberto independentemente por dois químicos: Carl Wilhelm Scheele em 1772 e Joseph Priestley em 1774[2]. Em outubro de 1774, Priestley visitou Paris e conversou com Lavoisier sobre as suas experiências. Este fato permitiu a Lavoisier refazer as experiências de Priestley e reformulá-las. Dessa forma, Lavoisier ficou a compreender melhor as características do novo gás. E ainda confirmou que a combustão e a calcinação correspondem à combinação do oxigênio com outros materiais (materiais orgânicos na combustão e metais na calcinação).
Lavoisier deu ao novo gás o nome de oxigênio ("produtor de ácidos" em grego), porque considerava (erroneamente) que todas as substâncias originadas de uma calcinação originavam ácidos, em que o oxigênio se encontrava obrigatoriamente presente. Por 1789, ele formulou o princípio da conservação da matéria (Lei de Lavoisier).

Participação na Ferme Général

Em 1768 Lavoisier adquiriu uma participação na Ferme Général, o sistema utilizado na altura em França para a taxação de impostos (em que, essencialmente, a Coroa concessionava essa tarefa a privados). A Ferme Général não era um sistema muito popular na época, principalmente entre aqueles que tinham de pagar os impostos (o povo). Embora Lavoisier tendo se retirado desse sistema, a sua ligação à Ferme Général foi utilizada para o condenar à morte.
Em 17 de Setembro de 1793 foi instituída a Lei dos Suspeitos, que permitiu a criação de tribunais revolucionários para julgar possíveis traidores e punir os culpados com a pena de morte[2]. Três dias depois, Lavoisier recebeu um mandado que permitiu o confisco e a selagem dos seus documentos. Mais tarde, os documentos foram de novo entregues a Lavoisier, dando-lhe um falso sentimento de segurança.

Referências

  1. a b c d Antoine Laurent de Lavoisier (em português). Porto Editora. Infopédia. Página visitada em 26 de agosto de 2012.
  2. a b c d e f Antoine-Laurent Lavoisier - Biografia (em português). UOL - Educação. Página visitada em 26 de agosto de 2012.
  3. Repossi, Giordano. A Química: O Mundo Misterioso da Molécula. [S.l.]: Círculo de Leitores, 1977. Capítulo: Ciência e Revolução, 188 p. p. 68-69.

Bibliografia

  • Ashall, Frank. Descobertas Notáveis - Do Infinitamente Grande ao Infinitamente Pequeno. Lisboa: Editora Replicação, 2001.
  • Bell, Madison Smartt. Lavoisier in the Year One. New York: Atlas Books, 2005.
  • Crump, Thomas. A Brief History of Science. London: Robinson, 2002.
  • Donovan, Arthur. "Antoine Lavoisier: Science, Administration and Revoution.Cambridge: Cambridge University Press, 1996.
  • Eagle, Cassandra T. and Sloan, Jenifer. "Marrie Anne Paulze Lavoisier: The Mother of Modern Chemistry." The Chemical Educator3.5 (1998):1-18.
  • Gould, Stephen Jay. "Bully for Brontosaurus". London: Penguin Books, 1992.
  • Gribbin, Jonh. Science, a History. London: Penguin Books, 2003.
  • Morris, Richard. The Last Sorcerers. Washington: Joseph Henry Press, 2003.

Ver também

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