domingo, 31 de março de 2013

São João Damasceno


São João Damasceno.

João, nascido numa rica família cristã, ainda jovem assumiu o cargo talvez já desempenhado pelo pai de responsável económico do califado. Mas depressa, insatisfeito com a vida de corte, amadureceu a escolha monástica, entrando no mosteiro de São Saba, perto de Jerusalém. Estava-se por volta do ano 700. Sem jamais se afastar do mosteiro, dedicou-se com todas as forças à ascese e à actividade literária, sem desdenhar uma certa actividade pastoral, de que dão testemunho sobretudo as suas numerosas Homilias. A sua memória litúrgica celebra-se em 4 de Dezembro. O Papa Leão XIII proclamou-o Doutor da Igreja universal em 1890.
Dele recordam-se no Oriente principalmente os três Discursos contra aqueles que caluniam as santas imagens, que foram condenados, depois da sua morte, pelo Concílio iconoclasta de Hieria (754). Porém, estes discursos foram também o motivo fundamental da sua reabilitação e canonização por parte dos Padres ortodoxos, convocados no ii Concílio de Niceia (787), sétimo ecuménico. Nestes textos é possível encontrar as primeiras tentativas teológicas de legitimação da veneração das imagens sagradas, ligando estas ao mistério da Encarnação do Filho de Deus no seio da Virgem Maria.
Além disso, João Damasceno foi um dos primeiros a distinguir, no culto público e privado dos cristãos, entre adoração (latreia) e veneração (proskynesis): a primeira só pode dirigir-se a Deus, sumamente espiritual; a segunda, no entanto, pode utilizar uma imagem para se dirigir àquele que é representado na própria imagem. Obviamente, em nenhum caso o Santo pode ser identificado com a matéria que compõe o ícone. Esta distinção revelou-se depressa muito importante para responder de modo cristão àqueles que pretendiam como universal e perene a observância da severa proibição do Antigo Testamento sobre a utilização cultual das imagens. Este era o grande debate também no mundo islâmico, que aceita esta tradição judaica da exclusão total de imagens no culto. Quanto aos cristãos, neste contexto, debateram o problema e encontraram a justificação para a veneração das imagens. Damasceno escreve: "Outrora, Deus nunca fora representado em imagens, uma vez que era incorpóreo e sem rosto. Mas dado que agora Deus foi visto na carne e viveu no meio dos homens, eu represento aquilo que é visível em Deus. Não venero a matéria, mas o criador da matéria, que por mim se fez matéria e se dignou habitar na matéria e realizar a minha salvação através da matéria. Por isso, não cessarei de venerar a matéria através da qual chegou a minha salvação. Mas não a venero de modo algum como Deus! Como poderia ser Deus, aquilo que recebeu a existência a partir do não-ser? ... Mas venero e respeito também todo o resto da matéria que me propiciou a salvação, enquanto plena de energias e de graças santas. Não é por acaso matéria o madeiro da cruz três vezes santa? ... E a tinta e o livro santíssimo dos Evangelhos não são matéria?
O altar salvífico que nos dispensa o pão de vida não é matéria? ... E, antes de tudo, não são matéria a carne e o sangue do meu Senhor? Deves suprimir o cariz sagrado de tudo isto, ou deves conceder à tradição da Igreja a veneração das imagens de Deus e a dos amigos de Deus, que são santificados pelo nome que têm, e por esta razão são habitados pela graça do Espírito Santo. Portanto, não ofendas a matéria: ela não é desprezível, porque nada do que Deus fez é desprezível" (Contra imaginum calumniatores, I, 16, ed. Kotter, págs. 89-90). Vemos que, por causa da encarnação, a matéria parece como que divinizada, e é vista como morada de Deus. Trata-se de uma nova visão do mundo e das realidades materiais. Deus fez-se carne, e a carne tornou-se realmente morada de Deus, cuja glória resplandece no rosto humano de Cristo. Portanto, as solicitações do Doutor oriental são ainda hoje de extrema actualidade, considerada a excelsa dignidade que a matéria recebeu na Encarnação, podendo tornar-se na fé sinal e sacramento eficaz do encontro do homem com Deus. Por conseguinte, João Damasceno permanece uma testemunha privilegiada do culto do ícone, que chegará a ser um dos aspectos mais distintivos da teologia e da espiritualidade oriental até hoje. Todavia, é uma forma de culto que pertence simplesmente à fé cristã, à fé naquele Deus que se fez carne e se tornou visível. O ensinamento de São João Damasceno insere-se assim na tradição da Igreja universal, cuja doutrina sacramental prevê que elementos materiais tomados da natureza possam tornar-se pontes de graça em virtude da invocação (epiclese) do Espírito Santo, acompanhada pela profissão da verdadeira fé.
Em ligação com estas ideias fundamentais, João Dasmasceno coloca inclusive a veneração das relíquias dos santos, com base na convicção de que os santos cristãos, tornando-se partícipes da ressurreição de Cristo, não podem ser considerados simplesmente "mortos". Por exemplo, enumerando aqueles cujas relíquias ou imagens são dignas de veneração, João especifica no seu terceiro discurso em defesa das imagens: "Antes de tudo (veneramos) aqueles entre os quais Deus descansou; Ele é o único santo que repousa entre os santos (cf. Is 57, 15), como a Santa Mãe de Deus e todos os santos. Eles são aqueles que, na medida do possível, se tornaram semelhantes a Deus com a sua vontade e, pela inabitação e a ajuda de Deus, são chamados realmente deuses (cf. Sl 82, 6), não por natureza mas por contingência, assim como o ferro abrasado se chama fogo, não por natureza mas por contingência e por participação do fogo. Com efeito, diz: sereis santos, porque Eu sou santo (cf. Lv 19, 2)" (III, 33, col. 1352a). Por isso, depois de uma série de referências deste tipo, Damasceno podia tranquilamente deduzir: "Deus, que é bom e superior a toda a bondade, não se contentou com a contemplação de si mesmo, mas quis que seres por Ele beneficiados pudessem tornar-se partícipes da sua bondade: por isso, de nada criou todas as coisas visíveis e invisíveis, inclusive o homem, realidade visível e invisível. E criou-o pensando e realizando-o como um ser capaz de pensamento (ennoema ergon) enriquecido pela palavra (logo[I] sympleroumenon) e orientado para o espírito (pneumati teleioumenon)" (II, 2, pg 94, col. 865a). E para esclarecer ulteriormente o pensamento, acrescenta: "É necessário deixar-se encher de encanto (thaumazein) por todas as obras da providência (tes pronoias erga), louvá-las e aceitá-las todas, vencendo a tentação de reconhecer nelas aspectos que para muitos parecem injustos ou iníquos (adika), e admitindo contudo que o desígnio de Deus (pronoia) vai além da capacidade cognoscitiva e compreensiva (agnoston kai akatalepton) do homem, enquanto ao contrário somente Ele conhece os nossos pensamentos, as nossas acções e até o nosso futuro" (II, 29, pg 94, col. 964c). De resto, já Platão dizia que toda a filosofia começa com o encanto: também a nossa fé começa com o encanto da criação, da beleza de Deus que se faz visível.
O optimismo da contemplação natural (physiké theoria), do acto de ver na criação visível a bondade, a beleza e a verdade, este optimismo cristão não é ingénuo: tem em consideração a ferida provocada à natureza humana por uma liberdade de escolha desejada por Deus e utilizada impropriamente pelo homem, com todas as consequências de desarmonia difundida que disto derivaram. Daqui a exigência, sentida claramente pelo teólogo de Damasco, de que a natureza em que se reflectem a bondade e a beleza de Deus, feridas pela nossa culpa, "fosse revigorada e renovada" pela descida do Filho de Deus na carne, depois de Deus ter procurado demonstrar de muitos modos e em diversas ocasiões, que criara o homem para que vivesse não só no "ser", mas no "bem-ser" (cf. A fé ortodoxa, II, 1, pg 94, col. 981º). Com ímpeto apaixonado, João explica: "Era necessário que a natureza fosse revigorada e renovada, que fosse indicado e ensinado concretamente o caminho da virtude (didachthenai aretes hodón), que afasta da corrupção e leva à vida eterna... Foi assim que surgiu no horizonte da história o grande mar do amor de Deus pelo homem (philanthropias pelagos)...". É uma expressão bonita. Por um lado, vemos a beleza da criação e, por outro, a destruição provocada pela culpa humana. Mas vemos no Filho de Deus, que desce para renovar a natureza, o mar do amor de Deus pelo homem. João Damasceno acrescenta: "Ele mesmo, o Criador e o Senhor, lutou pela sua criatura, transmitindo-lhe com o exemplo o seu ensinamento... E assim o Filho de Deus, mesmo subsistindo na forma de Deus, abaixou os céus e desceu... para junto dos seus servos... realizando a coisa mais nova que todas, a única verdadeiramente nova debaixo do sol, através da qual se manifestou de modo efectivo o poder infinito de Deus" (III, 1, pg 94 coll. 981c-984b).
Iluminura mostrando o patriarca João VII Gramáticodestruindo um ícone.
Detalhe do Saltério de Chludov.

Podemos imaginar o alívio e a alegria que difundiam no coração dos fiéis estas palavras ricas de imagens tão fascinantes! Ouçamo-las também nós, hoje, compartilhando os mesmos sentimentos dos cristãos de outrora: Deus quer descansar em nós, deseja renovar a natureza também através da nossa conversão, quer fazer-nos participar da sua divindade. Que o Senhor nos ajude a fazer destas palavras a substância da nossa vida.
  • Fonte: Vaticano



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    Blog do João Maria : A todos meus amigos e amigas, litores do Blog e vis...




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    Srimad-Bhagavatam [Canto 4, Cap. 4 verso 13] Sati abandona o corpo



    *Todas as glórias a Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada!
    *Srimad-Bhagavatam  [Canto 4, Cap. 4 verso 13]
    Sati abandona o corpo
    Tradução
      Não é de admirar que pessoas que aceitaram o corpo material transitório como o eu ocupem-se sempre em zombar das grandes almas. Tal inveja da parte de pessoas materialistas é muito boa porque é assim que elas caem. Elas são rebaixadas pela poeira dos pés de personalidades elevadas.
    Significado
     Tudo depende da força do recebedor. Por exemplo: devido aos escaldantes raios do sol muitos vegetais e flores secam, mas outros crescem exuberadamente. Assim, é o recebedor que causa o crescimento ou a degeneração. De modo semelhante, Mahiyasam pada-rajo-‘bhisekam: a poeira dos pés de lótus de personalidades elevadas oferece todo o bem para o recebedor, mas a mesma poeira pode também causar danos. Aqueles que são ofensores aos pés de lótus de uma personalidade elevada secam; suas qualidades divinas diminuem. Uma grande alma pode perdoar ofensas, mas Krsna não perdoa ofensa à poeira dos pés dessa grande alma, assim como alguém pode tolerar o calor escaldante do sol sobre sua cabeça mas não pode tolerar o mesmo calor escaldante sob  seus pés. Um ofensor descamba cada vez mais; portanto, ele naturalmente continua a cometer ofensa aos pés da grande alma. As ofensas são geralmente cometidas por pessoas que se identificam falsamente com o corpo impermanente. O rei Daksa estava profundamente absorto em falsa concepção porque identificava o corpo com a alma. Ele ofendeu os pés de lótus do Senhor Siva porque achava que seu corpo, sendo o pai do corpo de Sati, era superior ao de Siva. Geralmente, os homens menos inteligentes confundem as coisas dessa maneira, e agem dentro do conceito corpóreo da vida. Assim, eles estão sujeitos a cometer cada vez mais  ofensas aos pés de lótus das grandes almas. Considera-se que quem tem tal conceito de vida está na classe de animais como vacas e asnos.
     seu servo_ gostha-vihari dasa (PS)
     ISKCON_Nova Gokula



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    sábado, 30 de março de 2013

    Blog do João Maria Andarilho Utópico Professor Pedagogo.: El Che Anatomia de un mito (um porco carniceiro, ...

    Blog do João Maria Andarilho Utópico Professor Pedagogo.: El Che Anatomia de un mito (um porco carniceiro, ...: Obrigado pela visita, volte sempre.

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    O Sábado de Aleluia ou Sábado Santo


     


    A vigília pascal
    No sábado santo honra-se a sepultura de Jesus Cristo e a sua descida ao Limbo, e, depois do sinal do Glória, começa-se a honrar a sua gloriosa ressurreição.
    A noite do sábado santo é especial e solene, é denominada também como Vigília Pascal. A Vigília Pascal, era antigamente à meia-noite, mas depois foi mudada para ser a partir das 20 horas, no entanto, ela não pode começar antes do início da noite e deve terminar antes da aurora do domingo.
    É considerada "a mãe de todas as santas Vigílias"1. Pois, nela, a Igreja mantém-se de vigia à espera da Ressurreição do Senhor, e celebra-a com os sacramentos da Iniciação cristã.
    Esta noite é "uma vigília em honra do Senhor" (Ex 12,42). Assim ouvindo a advertência de Nosso Senhor no Evangelho (Lc 12, 35), aguardamos o retorno do Senhor, tendo nas mãos lâmpadas acesas, para que ao voltar nos encontre vigilantes e nos faça sentar à sua mesa.
    A vigília desta noite é dividida do seguinte modo:
    1º - A celebração da luz;
    2º - A meditação sobre as maravilhas que Deus realizou desde o início pelo seu povo, que confiou em sua palavra e sua promessa;
    3º - O nascimento espiritual de novos filhos de Deus através do sacramento do batismo;
    4º - E por fim a tão esperada comunhão pascal, na qual rendemos ação de graças à Nosso Senhor por sua gloriosa ressurreição, na esperança de que possamos também nós ressurgir como Ele para a vida eterna.
    Benção do lume novo
    As luzes da igreja estão todas apagadas. Do lado de fora está um fogareiro preparado pelo sacristão antes do início das funções, com a faísca tirada de uma pedra. Junto está uma colher para recolher as brasas e colocá-las dentro do turíbulo. Então o celebrante abençoa o fogo e o turiferário recolhe algumas brasas bentas e as coloca no turíbulo.
    A benção se originou na Gália (França) e pretendia ser um sacramental substitutivo das fogueiras pagãs que se acendiam no início da primavera, em louvor da divindade Votan, com a finalidade de se obter uma rica colheita dos frutos da terra.
    O costume de extrair fogo golpeando uma pedra provém da antiguidade germânica pagã. A pedra representa Cristo, "a pedra angular" que, sob os golpes da cruz, jorrou sobre nós o Espírito Santo.
    O fogo novo, representativo da Ressurreição de Nosso Senhor, luz Divina apagada por três dias, que há de aparecer ao pé do túmulo de Cristo, que se imagina exterior ao recinto da igreja, e resplandecerá no dia da ressurreição.
    Deve ser novo este fogo, porque Nosso Senhor, simbolizado por ele, acaba de sair do túmulo.
    Essa cerimônia era já conhecida nos primeiros séculos. Tem sua origem no costume romano de iluminar a noite com muitas lâmpadas. Essas lâmpadas passam a ser símbolo do Senhor Ressuscitado dentro da noite da morte.
    A procissão feita com o Círio Pascal
    Após a cerimônia de preparação do Círio Pascal, é ele solenemente introduzido no templo por um diácono que por três vezes, ao longo do cortejo pela nave central, canta elevando sucessivamente o tom: "Lumen Christi" (Eis a luz de Cristo). O coro responde: "Deo gratias". (Graças a Deus). Em cada parada vão se acendendo aos poucos as velas, na primeira vez é acesa a vela do celebrante; na segunda parada, feita no meio do corredor central, são acesas as velas dos clérigos; na terceira vez por fim, se acendem as velas dos assistentes que comunicam as chamas do círio bento até toda a igreja estar iluminada.
    As velas são acesas no Círio Pascal, pois nossa luz vem de Cristo. O diácono, que vem vindo, é, portanto, mensageiro e arauto da nova auspiciosa. Anuncia ao povo a Ressurreição de Cristo, como outrora o Anjo às santas mulheres.
    As palavras "Lumen Christi", significam que Jesus Cristo é a única luz do mundo.
    A procissão, que se forma atrás do Círio Pascal é repleta de símbolos. É alusão às palavras de Nosso Senhor: "Eu Sou a Luz do mundo. Quem me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida" (Jo 8,12; cf. Jo 9,5; 12,46). O círio, conduzido à frente, recorda a coluna de fogo pela qual Javé precedia na escuridão da noite ao povo de Israel ao sair da escravidão do Egito e lhe mostrava o caminho (Ex 13, 21).
    O cristão é aquele que, para iluminar, se deixa consumir, que em sua luz acende outras, dando sua própria, vida, como ensinou e o fez Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Jo 15,13).
    O Precônio pascal
    Ao término da procissão, na qual se introduz o Círio no Templo, é ele colocado em local apropriado. Com a vela acesa na mão renovamos nossa fé, proclamando Jesus Cristo, Luz do mundo que ressurgiu das trevas para iluminar nosso caminho. E lembramos o que que por vocação todo cristão é chamado a ser também luz, como ele mesmo nos diz: "Vós sois a luz do mundo. Que, portanto, brilhe vossa luz diante dos homens, para que as pessoas vejam vossas boas obras, e glorifiquem vosso Pai que está nos céus!" (Mt 5,14.16).
    O diácono, após incensar o círio e o livro, canta o Precônio Pascal (Praeconium pascale, anunciação da páscoa), em que se exaltam os benefícios da Redenção, e que é um belo poema, a partir da vela, sobre o trabalho das abelhas e o material para a confecção da vela, o significado da luz ao longo da história de Israel e, de modo especial, sobre Jesus, a Luz do mundo. As magníficas palavras deste hino são atribuídas a Santo Ambrósio e Santo Agostinho. É esse canto o antigo lucernário da vigília pascal. O nome lucernário foi dado às orações que se diziam na reunião litúrgica ao acenderem-se as luzes ao anoitecer.
    Arderá daí em diante o círio pascal, em todas as funções, durante quarenta dias, recordando a permanência na terra de Cristo ressuscitado. Retirar-se-á no dia da Ascensão, isto é, no momento em que Jesus Cristo ressuscitado sobe ao céu.
    Leitura das profecias
    Nos primórdios da Igreja, colocavam nesta altura o rito dominante e como que o centro da Vigília. Nesta hora, aproximavam-se os catecúmenos, para receberem o Batismo. A fim de ocupar a atenção dos fiéis e para maior instrução dos catecúmenos, liam-se na tribuna passos da Sagrada Escritura apropriados ao ato. Eram as doze profecias, um como resumo histórico da religião: criação, dilúvio, libertação dos israelitas, oráculos messiânicos.
    Atualmente são feitas apenas nove leituras, sete do Antigo Testamento e duas do Novo. Para cada leitura, há uma oração, com cântico ou salmo responsorial. Após a sétima leitura, são acessas as velas do altar a partir do Círio Pascal e o sacerdote entoa o canto do Glória in excelsis, com acompanhamento de instrumentos musicais e de sinos, que ficaram calados durante todo o tríduo sagrado. A Igreja, portanto, entra inteira na alegria pascal. Logo em seguida é feita a primeira leitura, do Novo Testamento (Rm 6,3-11), que é sobre o Batismo.
    Após o término das leituras, o sacerdote entoa o canto solene do "Aleluia", quebrando o clima de tristeza que acompanhava o tempo da quaresma. Esse canto solene, repetido gradativamente três vezes em tom cada vez mais alto, representa a saída de Cristo da sepultura e expressa o crescente júbilo pela vitória do Senhor. Por fim, proclama-se um trecho do evangelho sobre a Ressurreição de Jesus, levando-se em consideração o ciclo anual de A, B e C.
    Eis as leituras todas: 1ª leitura: Gn 1,1-2,2 (ou 1,1.26-31a); 2ª leitura: Gn 22,1-18 (ou 22,1-2.9a.10-13.15-18); 3ª leitura: Ex 14,15-15,1; 4ª leitura: Is 54,5-14; 5ª leitura: Is 55,1-11; 6ª leitura: Br 3,9-15.32-4,4; 7ª leitura: Ez 36,16-17a.18-28; 8ª leitura: Rm 6,3-11; Evangelhos (9º texto): a) Ano A: Mt 28,1-10; b) Ano B: Mc 16,1-12; c) Ano C: Lc 24,1-12.
    Benção da pia batismal
    Terminada a leitura das Profecias, vai o Clero para a pia batismal. Na frente do cortejo, a cruz e o círio pascal, símbolos de Cristo que deve alumiar a nossa peregrinação terrena, como em outras eras a nuvem luminosa norteava o rumo dos israelitas no deserto.
    O celebrante abençoa a água num magnífico prefácio em que são lembradas as maravilhas que Deus quis operar por meio da água; depois, com a mão divide em quatro partes a água já purificada, e derrama algumas gotas nos quatro pontos cardeais. Enfim, nessa pia batismal, mergulha por três vezes o Círio Pascal, simbolizando o poder regenerador que Jesus Ressuscitado dá a essa água e, também, nossa participação em seu mistério pascal, no qual morremos ao pecado e ressuscitamos para a vida da graça. E ainda deita nela um pouco do óleo dos catecúmenos e do santo crisma. Essa água será usada nos batizados ao longo do ano e na aspersão do povo.
    Quando não há batismo-confirmação, sempre se benze a água, que é levada solenemente até a pia batismal.
    Antigamente, após os ritos preparatórias, era administrado o batismo solene aos catecúmenos (os que se iniciavam na fé cristã) e que, durante três anos, estavam, num processo intenso de preparação para ingressar na Igreja, com um rigor maior na Quaresma e na Semana Santa. E findos os ritos preparatórios, os catecúmenos eram levados ao lugar onde tinham de receber o Batismo. Recorda esta cerimônia a aspersão dos fiéis que o celebrante faz através da igreja, com a água acabada de benzer.
    Depois da benção da Pia Batismal, volta o préstito ao coro, cantando a "Ladainha de todos os Santos", recordando os que viveram com fidelidade a graça batismal. Chegados ao pé do altar, o celebrante e seus ministros prostram-se para meditar ainda na morte e sepultura de Nosso Senhor.
    A apresentação dos candidatos à comunidade e o canto da ladainha de Todos os Santos mostram a universalidade da Igreja.
    O final do Sábado Santo, com seus três aspectos do mesmo e único mistério pascal, morte, sepultamento e ressurreição de Jesus, está no ápice do Tríduo Pascal. Primeiro está a morte na Sexta-feira; depois Jesus no túmulo, no sábado; e, em seguida, a ressurreição, no Domingo, iniciada, porém, na noite de sábado, na Vigília Pascal.
    Missa solene
    A missa é a primeira das duas cantadas na páscoa. Esta celebração ostenta o caráter de extremo júbilo e magnificência, em forte contraste com a mágoa intensa da sexta-feira santa. Vemos agora os altares e os dignatários paramentados de grande gala. Reboam as notas alegres do Gloria in excelsis, unidas ao bimbalhar dos sinos festivos. O aleluia, não mais ouvido desde o início da quaresma, ressurge após a epístola.
    Essa é na realidade a missa da madrugada da Páscoa. Ela termina com a Pós-comunhão e o Ite Missa est, a que se juntam dois aleluias (também se juntam ao Deo gratias), como expressão de regozijo. É por assim dizer, a aurora da ressurreição.
    Por Emílio Portugal Coutinho.


    Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no linkhttp://www.gaudiumpress.org/content/45273-O-Sabado-de-Aleluia-ou-Sabado-Santo#ixzz2P1p1ZCv2
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    LAS VÍCTIMAS OLVIDADAS DEL CHÉ GUEVARA María C. Werlau Traducción por Eida del Risco




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    Cómo ven los hermanos Castro la muerte de Hugo Chávez. Cómo ven los hermanos Castro la renuncia del papa Benedicto XVI


    Cómo ven los hermanos Castro
    la muerte de Hugo Chávez
    Cómo ven los hermanos Castro
    la renuncia del papa Benedicto XVI
    Excelente caricatura que refleja una triste realidad.

    En un discurso pronunciado por Fidel Castro Ruz el 13 de marzo de 1966, o sea, hace cuarenta y siete (47) años, el mayor asesino en serie nacido en Cuba expresó:

    “ (…) a los votos que hacía porque todos nosotros los hombres de esta Revolución, cuando por una ley biológica vayamos siendo incapaces de dirigir este país,sepamos dejar nuestro sitio a otros hombres capaces de hacerlo mejor. Preferible es organizar un Consejo de Ancianos donde a los ancianos se les escuche por sus experiencias adquiridas, se les oiga, pero de ninguna manera permitir que lleven adelante sus caprichos cuando la chochería se haya apoderado de ellos.

    Alguien me preguntaba, me decía: ¿Por qué tú crees que ese señor haga estas cosas con las cosas buenas que había hecho en el pasado? Y yo le dije: ¿No has leído la Dialéctica de la Naturaleza de Engels?, pues Engels dice que con el transcurso de los años hasta el sol se apagará. Qué tiene de importancia que la brillantez, la lucidez, la luz de un mortal se apague con los años”.

    Sin embargo, Raúl Castro Ruz pronto cumplirá ochenta y dos años, y hace dos días, el 24 de febrero de 2013, comenzó un nuevo período como dictador por cinco años. Por su parte, Fidel Castro Ruz pronto cumplirá ochenta y siete años, y ese mismo día comenzó un nuevo período como diputado por cinco años.


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    quinta-feira, 28 de março de 2013

    Paratha um tipo de pão indiano.


    Paratha
    Detalle de un pan Paratha
    Paratha es un pan plano típico de los pueblos del subcontinente indio, se trata de unpan elaborado con harina de trigo en una sartén caliente con ghee/aceite y que generalmente se rellena de diferentes verduras: como patata, paneer (queso indio), etc. Una paratha (en especial cualquiera que esté rellena) puede ser ingerida con un poco de mantequilla untada en su superficie, pero una de las mejores formas es servirla conencurtidos y yogur, o algún curry elaborado de carne y verduras. Algunas personas prefieren enrollarla y comerla con té, a menudo se moja la paratha en el té.
    Características
    La paratha puede ser de forma tanto redonda como, cuadrada o triangular. El relleno generalmente se mezcla con la harina y se prepara de forma similar al roti, aunque existe una variante en la que se prepara un peda (bola de masa de harina) que se aplana y se incluye el relleno en el centro. Las dos variantes difieren en su masa interior, mientras la primera es fina, la segunda es ligeramente más gorda y se pueden discernir algunas capas de relleno en su interior.
    El consumo de la paratha tiene también ciertas connotaciones sociales. La cantidad de tiempo gastada en la elaboración de la paratha comparado con el roti (que es un pan diario muy común) hace de él un elemento ideal para ofrecer a los huéspedes ilustres, o para ser preparado en ocasiones especiales.
    La paratha se supone que fue concebida en el norte de la India, aunque no queda muy claro en que cocinas del norte se inspiró. Su origen parece haber nacido de diferentes influencias: Sindhi, Punjabi, Garhwali, Bihari, Bengali y así sucesivamente. Se extendió a través de todo el sur de Asia, así podemos ver este pan cocinado en casi todo el territorio indio, en el sur es muy popular el "Kerala Paratha" denominado también Kerala Porotta. El Kerala Paratha es popular en toda la India.



    Véase también



    http://es.wikipedia.org/wiki/Paratha








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    PSC confirma Marco Feliciano



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    O supremo dilema do PT



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    Blog O Santo Nome: Indicação de leitura. O Bagavad gita : Como Ele É.




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    quarta-feira, 27 de março de 2013

    A Renovação econômica e social da Idade Média e suas bases filosóficas (...




    Palestra para o "Instituto Líderes do Amanhã". Local: FUCAPE. Vitória, ES,26 de março de 2013.

    Filmagem: Vinícius Muline.

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    Brasil que você não conhece


    Dados que a mídia brasileira nunca divulgou

    Se você tem interesse em conhecer os reais dados sobre a agricultura e as riquezas do seu país, não pode perder este encontro.
    Finalmente terá acesso a informações que não aparecem na mídia e não são ensinadas nas escolas.
    E não perca esta oportunidade única!
    Dificilmente você encontrará em outro lugar esclarecimentos que o Prof. Evaristo de Miranda irá apresentar.
    Além de pesquisador da Embrapa, já realizou pesquisas em todos os estados da federação e conhece, como poucos, todas as regiões brasileiras.
    E não fique de fora!
    Departamento de Campanhas
    Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
    www.ipco.org.br



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    terça-feira, 26 de março de 2013

    A HISTÓRIA SECRETA DO OCIDENTE - A influência das Organizações Secretas na História Ocidental, da Renascença ao Século XX - Nicholas Hagger -




    Ao contrário do que se acredita, a civilização ocidental como a conhecemos hoje não é o resultado final de um progresso constan­te. Por mais de meio milênio, as revoluções se sucedem como uma sucessão de marés.
    Num primeiro nível, este livro é uma narrativa cronológica dessas revoluções, da Renascença à Revolução Russa. Mostra como visões utópicas de sociedades ideais acabam em massacres e na guilho­tina, desafiando assim tanto a esquerda quanto a direita.
    Num segundo nível, oferece uma teoria nova e original sobre por que as revoluções ocorrem. Um idealista tem uma visão que outros expressam em termos intelectuais. Essa visão é corrompida por um regime político, resultando em repressão física.
    A abordagem de A História Secreta do Ocidente é singular por­que essa visão nunca fez parte do pensamento e da prática do Sis­tema. Na verdade, tem suas raízes em ideias e influências que até então não estavam manifestas, permaneciam "secretas". Mas todas essas ideias têm um traço em comum. Remontam às seitas heré­ticas - gnóstica, templária, cátara e rosacruciana - e a organiza­ções secretas como o misterioso Priorado de Sião. Sua influência impulsionou a Revolução Protestante que, por sua vez, forneceu os fundamentos ideológicos para as revoluções inglesa, norte-ame­ricana, francesa e russa. As facções no interior da Maçonaria e de famílias como os Rothschilds tiveram participação importante nes­ses levantes. Somaram-se a uma maré de revoluções mundiais que está chegando ao nível máximo em nossos tempos, como Hagger mostra em seu livro A Corporação - A História Secreta do SécuLo XX e o Início do Governo Mundial do Futuro, também publicado pela Editora Cultrix. 


    http://www.pensamento-cultrix.com.br/historiasecretadoocidentea,product,978-85-316-1103-2,17.aspx

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    Srimad-Bhagavatam [Canto 2, Cap. 7 verso 5] Encarnações anunciadas




    *Todas as glórias a Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada!
    *Srimad-Bhagavatam [Canto 2, Cap. 7 verso 5]
    Encarnações anunciadas
    Tradução
      Para criar diferentes sistemas planetários, tive de me submeter a austeridades e penitências, e o Senhor, estando assim sastisfeito comigo, encarnou em quatro sanas [Sanaka, Sanatkumara, Sanandana e Sanatana]. Na criação anterior, a verdade espiritual foi devastada, mas os quatro sanas explicaram-na com tanta propriedade que de imediato os sábios perceberam a verdade com toda clareza.
    Significado
       As orações Visnu-sahasra-nama mencionam os nomes do Senhor como sanat e sanatanatana. Qualitativamente, o Senhor e as entidades vivas são sanatana, ou eternas, mas o Senhor é sanatana-tama, ou eterno em grau superlativo. As entidades vivas são positivamentesanatana, mas não superlativamente, porque as entidades vivas sujeitam-se a cair na atmosfera em que não há eternidade. Portanto, as entidades vivas são quantitativamente diferentes do sanatana superlativo, o Senhor.
       A palavra san também é usada no sentido de caridade; portanto, quando tudo é dado em caridade ao Senhor, o Senhor recíproca, entregando-Se ao devoto. Isto também é confirmado no Bhagavad-gita (4.11): ye yatha mam prapadyante. Brahmaji quis criar toda a situação cósmica como ela era no milênio anterior, e porque na última devastação o conhecimento acerca da Verdade Absoluta foi totaalmente eliminado do Universo, ele desejou que o mesmo conhecimento fosse reisntituído. Caso contrário, a criação não teria nenhum significado. Porque o conhecimento transcendental é uma nenecessidade primordial, em cada milênio da criação aa almas eternamente condicionadas recebem a oportunidade de liberar-se. Pela graça do Senhor, Brahmaji cumpriu esta missão quando os quatro sanas a saber, Sanaka, Sanatkumara, Sanandana e Sanatana, apareceram vomo seus quatro filhos. Esses  quatro sanas eram encarnações do conhecimento do Senhor Supremo, e nesse caso explicaram o conhecimento transcendental com tanta propriedade que todos os sábios puderam de imediato assimilar este conhecimento sem a menor dificuldade. Seguindo os passos dos quatro Kumaras, a pessoa pode imediatamente ver a Suprema Personalidade de Deus dentro de si mesma.
     seu servo_ gostha-vihari dasa (PS)
     ISKCON_Nova Gokula



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    Alguns traços da mente revolucionária


    ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO | 23 MARÇO 2013 
    ARTIGOS - CULTURA

    Excerto dos rascunhos inéditos do livro A Mente Revolucionária.
    Stalin-Lenin-Kalinin-1919
    A mente revolucionária é um fenômeno histórico perfeitamente identificável e contínuo, cujos desenvolvimentos ao longo de cinco séculos podem ser rastreados numa infinidade de documentos. Não é um fenômeno essencialmente político, mas espiritual e psicológico, se bem que seu campo de expressão mais visível e seu instrumento fundamental seja a ação política.

    Para facilitar as coisas, uso as expressões “mente revolucionária” e “mentalidade revolucionária” para distinguir entre o fenômeno histórico concreto, com toda a variedade das suas manifestações, e a característica essencial e permanente que permite apreender a sua unidade ao longo do tempo.
    “Mentalidade revolucionária” é o estado de espírito, permanente ou transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remoldar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou passada, só tendo satisfações a prestar ao “tribunal da História”. Mas o tribunal da História é, por definição, a própria sociedade futura que esse indivíduo ou grupo diz representar no presente; e, como essa sociedade não pode testemunhar ou julgar senão através desse seu mesmo representante, é claro que este se torna assim não apenas o único juiz soberano de seus próprios atos, mas o juiz de toda a humanidade, passada, presente ou futura. Habilitado a acusar e condenar todas as leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas as épocas sem poder ser por sua vez julgado por nenhuma delas, ele está tão acima da humanidade histórica que não é inexato chamá-lo de Super-Homem.
    Autoglorificação do Super-Homem, a mentalidade revolucionária é totalitária e genocida em si, independentemente dos conteúdos ideológicos de que se preencha em diferentes circunstâncias e ocasiões.
    Recusando-se a prestar satisfações senão a um futuro hipotético de sua própria invenção e firmemente disposto a destruir pela astúcia ou pela força todo obstáculo que se oponha à remoldagem do mundo à sua própria imagem e semelhança, o revolucionário é o inimigo máximo da espécie humana, perto do qual os tiranos e conquistadores da antigüidade impressionam pela modéstia das suas pretensões e por uma notável parcimônia no emprego dos meios.
    O advento do revolucionário ao primeiro plano do cenário histórico – fenômeno que começa a perfilar-se por volta do século XV e se manifesta com toda a clareza no fim do século XVIII – inaugura a era do totalitarismo, das guerras mundiais e do genocídio permanente. Ao longo de dois séculos, os movimentos revolucionários, as guerras empreendidas por eles e o morticínio de populações civis necessário à consolidação do seu poder mataram muito mais gente do que a totalidade dos conflitos bélicos, epidemias, terremotos e catástrofes naturais de qualquer espécie desde o início da história do mundo.
    O movimento revolucionário é o flagelo maior que já se abateu sobre a espécie humana desde o início dos tempos históricos.
    A expansão da violência genocida e a imposição de restrições cada vez mais sufocantes à liberdade humana acompanham pari passu a disseminação da mentalidade revolucionária entre faixas cada vez mais amplas da população, pela qual massas inteiras se imbuem do papel de juízes vingadores nomeados pelo tribunal do futuro e concedem a si próprias o direito à prática de crimes imensuravelmente maiores do que todos aqueles que o ideal revolucionário promete extirpar.
    Mesmo se não levarmos em conta as matanças deliberadas e considerarmos apenas a performance revolucionária desde o ponto de vista econômico, nenhuma outra causa social ou natural criou jamais tanta miséria e provocou tantas mortes por desnutrição quanto os regimes revolucionários da Rússia, da China e de vários países africanos.
    Qualquer que venha a ser o futuro da espécie humana e quaisquer que sejam as nossas concepções pessoais a respeito, a mentalidade revolucionária tem de ser extirpada radicalmente do repertório das possibilidades sociais e culturais admissíveis antes que, de tanto forçar o nascimento de um mundo supostamente melhor, ela venha a fazer da História humana inteira um gigantesco aborto.
    Embora as distintas ideologias revolucionárias sejam todas, em maior ou menor medida, ameaçadoras e daninhas, o mal delas não reside tanto no seu conteúdo específico ou nas estratégias de que se servem para realizá-lo, quanto no fato mesmo de serem revolucionárias no sentido aqui definido.
    O socialismo e o nazismo são revolucionários não porque propõem respectivamente o predomínio de uma classe ou de uma raça, mas porque fazem dessas bandeiras os princípios de uma remodelagem radical não só da ordem política, mas de toda a vida humana. Os malefícios que prenunciam tornam-se universalmente ameaçadores porque não se apresentam como respostas locais a situações momentâneas, mas como mandamentos universais imbuídos da autoridade de refazer o mundo segundo o molde de uma hipotética perfeição futura. A Ku-Klux-Klan é tão racista quanto o nazismo, mas não é revolucionária porque não tem nenhum projeto de alcance mundial. Por essa razão seria ridículo compará-la, em periculosidade, ao movimento nazista.
    Por isso mesmo é preciso enfatizar que o sentido aqui atribuído ao termo “revolução” é ao mesmo tempo mais amplo e mais preciso do que a palavra tem em geral na historiografia e nas ciências sociais presentemente existentes. Muitos processos sócio-políticos usualmente denominados “revoluções” não são “revolucionários” de fato, porque não participam da mentalidade revolucionária, não visam à remodelagem integral da sociedade, da cultura e da espécie humana, mas se destinam unicamente à modificação de situações locais e momentâneas, idealmente para melhor. Não é necessariamente revolucionária, por exemplo, a rebelião política destinada apenas a romper os laços entre um país e outro. Nem é revolucionária a simples derrubada de um regime tirânico com o objetivo de nivelar uma nação às liberdades já desfrutadas pelos povos em torno. Mesmo que esses empreendimentos empreguem recursos bélicos de larga escala e provoquem modificações espetaculares, não são revoluções, porque nada ambicionam senão à correção de males imediatos ou mesmo o retorno a uma situação anterior perdida.
    O que caracteriza inconfundivelmente o movimento revolucionário é que sobrepõe a autoridade de um futuro hipotético ao julgamento de toda a espécie humana, presente ou passada. A revolução é, por sua própria natureza, totalitária e universalmente expansiva: não há aspecto da vida humana que ela não pretenda submeter ao seu poder, não há região do globo a que ela não pretenda estender os tentáculos da sua influência.
    Se, nesse sentido, vários movimentos político-militares de vastas proporções devem ser excluídos do conceito de “revolução”, devem ser incluídos nele, em contrapartida, vários movimentos aparentemente pacíficos e de natureza puramente intelectual e cultural, cuja evolução no tempo os leve a constituir-se em poderes políticos com pretensões de impor universalmente novos padrões de pensamento e conduta por meios burocráticos, judiciais e policiais. A rebelião húngara de 1956 ou a derrubada do presidente brasileiro João Goulart, nesse sentido, não foram revoluções de maneira alguma. Nem o foi a independência americana, um caso especial que terei de explicar em outro lugar. Mas sem dúvida são movimentos revolucionários o darwinismo e o conjunto de fenômenos pseudo-religiosos conhecido como Nova Era. Todas essas distinções terão de ser explicadas depois em separado e estão sendo citadas aqui só a título de amostra.


    Publicado na revisa Vila Nova.



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    segunda-feira, 25 de março de 2013

    O aparelhamento ideológico dos conselhos profissionais no Brasil



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    Documentário - O Pantanal




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    Documentário completo: Império Invisível: A Nova Ordem Mundial Explicada...




    Império Invisível cataloga as principais empresas criminosas através das quais a agenda é financiada, operada e avançada - controlada pelo tráfico governamental de drogas, do terrorismo de bandeira falsa, fraudes bancárias, e dos assassinatos patrocinados pelos governos.O ramo mais contemporâneas da agenda do feudalismo para impor néo-comunitarismo de cima para baixo, hostil á noção da liberdade verdadeira e da individualidade - o falso movimento ambientalista - que é impulsionado pela fraude do aquecimento global, é também mostrado completamente descoberto.

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    Hoje é dia de Indira jejum de Ekadasi 21 dia 16/09/2017

          Indira jejum de Ekadasi 21                M aharaja Yudhisthira Disse:              - Ó Madhusudana, qual o nome do Ekada...