segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Hoje dia de Ekadasi 21 INDIRA EKADASHI 30 de setembro 2013



21    INDIRA EKADASHI

Yudhisthira Maharaja disse:  "ó Madhusudana, ó matador do demônio Madhu, qual o nome do Ekadashi que ocorre durante a quinzena obscura do mês de Asvhina (set/out)? Por favor descreva suas glórias para mim."

O Senhor Supremo, Sri Krishna, respondeu:  "Este dia santo é chamado Indira Ekadashi.  Se uma pessoa jejua nesse dia, todos seus pecados são erradicados e seus antepassados que caíram no inferno são liberados.  ó melhor dos reis, quem simplesmente ouve sobre este Ekadashi obtém o mérito acumulado por realizar um sacrifício de cavalo.

Na Satya-yuga vivia um rei chamado Indrasena, que era tão poderoso que destruiu todos seus inimigos.  O glorioso e altamente religioso Rei Indrasena cuidava bem de seus súditos, e portanto era rico de filhos, netos, ouro e grãos.  Era muito devotado a Sri Vishnu também.  Gostava especialmente de cantar Meu nome, clamando "Govinda!  Govinda!" Desta maneira o Rei Indrasena sistematicamente se dedicava à vida espiritual pura e passava muito tempo meditando na Verdade Absoluta.

Certo dia, enquanto o Rei Indrasena alegre e tranquilamente presidia sobre sua assembléia, o orador perfeito, Narada Muni, foi visto descendendo do céu.  O rei ofereceu a Devarishi Narada, o santo entre os semideuses, grande respeito, saudando-o com as palmas juntas, convidando-o ao palácio, oferecendo-lhe um assento confortável, lavando seus pés, e falando palavras doces de boas-vindas.  Então Narada Muni disse para Maharaja Indrasena:  "ó rei, as sete partes de vosso reino estão prosperando?  Vossa mente está absorvida em pensar como podeis realizar vosso dever ocupacional?  E estais ficando mais e mais devotado ao Senhor Supremo, Sri Vishnu?"

O rei respondeu:  "Por tua bondosa graça, ó maior dos sábios, tudo vai bastante bem. Hoje, só pela tua presença todos sacrifícios em meu reino tem sucesso!  Por favor mostra-me misericórdia e explique a razão para tua visita até aqui."


Sri Narada, o sábio entre os semideuses, então disse:  "ó leão entre os reis, ouvi minhas espantosas palavras.  Quando descendi de Brahmaloka a Yamaloka, o Senhor Yamaraja louvou-me mui afavelmente e ofereceu-me um excelente assento.  Enquanto eu glorificava sua veracidade e maravilhoso serviço ao Senhor Supremo, notei vosso pai na assembléia de Yamaraja.  Embora fora muito religioso, porque quebrou um jejum de Ekadashi prematuramente, teve que ir para Yamaloka.  Vosso pai deu-me uma mensagem para vos entregar.  Disse:  "Em Mahishmati vive um rei chamado Indrasena.  Por favor conte-lhe sobre minha situação aqui - que devido a meus atos pecaminosos passados de alguma maneira fui forçado a residir no reino de Yamaraja.  Por favor dê a ele esta minha mensagem:  "ó filho, tenha a bondade de observar Indira Ekadashi e dar muita caridade para que eu possa me elevar ao céu." (2)

Narada continuou:  "Só para entregar esta mensagem, ó rei, vim até aqui.  Deveis ajudar vosso pai observando este jejum de Indira Ekadashi.  Pelo mérito acumulado, vosso pai irá para o céu."

O Rei Indrasena perguntou:  "ó grande Naradaji, por favor seja misericordioso e me diga especificamente como observar um jejum no Indira Ekadashi, e também conte em que mês e que dia ocorre."

Narada Muni respondeu:  "ó rei, por favor ouvi enquanto vos descrevo
o processo completo de observar Indira Ekadashi.  Este Ekadashi ocorre durante a quinzena obscura do mês de Ashvina.  No Dashami, o dia antes do Ekadashi, acordai cedo pela manhã, tomai banho, e depois façai algum serviço para Deus com plena fé.  Ao meio-dia, tomai banho novamente em água corrente e depois oferecei oblaçöes a vossos antepassados com fé e devoção.  Certificai-vos de não comer mais que uma vez naquele dia, e à noite dormi no chão.

Quando acordardes na manhã do Ekadashi, limpai vossa boca e dentes esmeradamente, e depois com profunda devoção pelo Senhor fazei este voto sagrado:  "Hoje irei jejuar completamente e abandonar todos tipos de gozo dos sentidos.  ó Suprema Personalidade de Deus, infalível e de olhos de lótus, por favor conceda-me refúgio a Teus pés de lótus."  Ao meio-dia, postai-vos de pé diante de Sri Shalagrama-shila (3) e adorai-O fielmente, seguindo todas regras e regulaçöes, depois oferecei oblaçöes a vossos antepassados.  Em seguida, alimentai brahmanas qualificados e oferecei-lhes alguma caridade conforme vossos meios.  Agora tomai o alimento oferecido aos vossos antepassados, cheirai-o, e depois oferecei-o a uma vaca.  Em seguida, adorai o Senhor Hrshikesha com incenso e flores, e finalmente, permanecei acordado a noite toda perto da Deidade de Sri Keshava.

Cedo na manhã do dia seguinte, Dvadashi, adorai Sri Hari com grande devoção e convidai brahmanas para um suntuoso banquete.  Então alimentai vossos parentes, e finalmente tomai vossa refeição em silêncio.  ó rei, se observardes estritamente um jejum no Indira Ekadashi desta maneira, com os sentidos controlados, vosso pai certamente será elevado à morada do Senhor Vishnu."  Após dizer isso, Devarishi Narada imediatamente desapareceu.

O Rei Indrasena seguiu as instruçöes do grande santo perfeitamente, observando o jejum na associação de seus parentes e servos.  Ao quebrar o jejum no Dvadashi, flores caíram do céu.  O mérito que Indrasena ganhou por observar este jejum salvou seu pai do reino de Yamaraja e fez com que obtivesse um corpo completamente espiritual.  De fato, Indrasena o viu subir para a morada do Senhor Hari no dorso de Garuda.  O próprio Indrasena foi capaz de governar seu reino sem quaisquer obstáculos, e em tempo entregou o reino para seu filho e também foi para Vaikuntha.

ó Yudhishthira, estas são as glórias do Indira Ekadashi, que ocorre durante a quinzena obscura do mês de Ashvina.  Quem quer que ouça ou leia esta narrativa certamente desfrutará da vida neste mundo, será libertado de todos seus pecados passados, e na morte retorna ao lar, de volta para Deus, onde vive eternamente."

Assim terminam as glórias do Ashvina-krsna Ekadashi ou Indira Ekadashi, do Brahma-vaivarta Purana.

Notas:

(1) As sete partes do domínio de um rei são o próprio rei, seus ministros, seu tesouro, suas forças militares, seus aliados, os brahmanas, os sacrifícios realizados em seu reino, e as necessidades de seus súditos.

(2) Toda entidade viva é um indivíduo, e individualmente todos tem que praticar consciência de Krishna para retornar a Deus.  Conforme declarado no Garuda Purana, quem está sofrendo no inferno não consegue praticar consciência de Krishna, porque isto requer paz metal, que as torturas do inferno tornam impossíveis.  Se um parente de um pecador sofrendo no inferno der alguma caridade em nome do pecador, este pode deixar o inferno e entrar nos planetas celestiais.  Mas se o parente do pecador observar este jejum de Ekadashi em prol de seu familiar sofredor, este vai diretamente para o mundo espiritual, conforme declara este capítulo.

(3) Sri Shalagrama-shila é uma Deidade do Senhor Vishnu na forma de uma pedra lisa, redonda e escura.  Devotos adoram-No para obter liberação.  A origem de Shalagrama-shila é descrita no Padma Purana, Uttara Khanda.




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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Fugindo da filosofia Escrito por Olavo de Carvalho


A busca da perfeita (ou mais perfeita) consistência lógica é antes ocupação de continuadores e epígonos que dos espíritos criadores. Na exploração do desconhecido, uma certa margem de imprecisão e nebulosidade é inevitável.

Na universidade brasileira – e refiro-me somente às mais prestigiadas –, a lógica e a filologia foram consagradas como os refúgios convencionais da impotência filosófica. Ambas constituem, é claro, domínios autônomos, com seus objetos e métodos respectivos, que às vezes podem ser frequentados indefinidamente sem nenhum suporte filosófico especial, mas que, como todas as demais ciências, podem suscitar problemas de ordem filosófica para os quais não encontram solução dentro dos seus critérios e terrenos próprios.
Nenhuma das duas é a filosofia, embora ambas prestem a ela os serviços de ciências auxiliares frequentemente indispensáveis.
A lógica está para a filosofia como a gramática está para a literatura. Idealmente, espera-se que tudo o que um escritor escreve seja compatível com as regras consagradas da gramática, seja por segui-las em sentido estrito, seja por transcendê-las criativamente, seja por transgredi-las em detalhes menores amplamente compensados – ou até justificados -- pelo valor do conjunto. O que não se espera nunca é que um escritor sacrifique a vivacidade direta das suas intuições estéticas às exigências de algum gramático ranheta. Do mesmo modo, espera-se que aquilo que um filósofo diz resista ao teste da consistência lógica, mas não que ele próprio forneça a cabal demonstração lógica de tudo o que disse.
Isso é assim por dois motivos. O primeiro deles: em filosofia não há cabal demonstração lógica de praticamente nada. Todas as teses filosóficas podem ser recolocadas em questão à medida que se descobrem nelas novas nuances insuspeitadas à primeira vista ou que o desenvolvimento das ciências traz à luz novos aspectos dos seus objetos. 
Segundo: o trabalho de demonstração lógica exaustiva só é possível em questões filosóficas já longamente elaboradas por uma tradição de interpretações e debates, quando as dificuldades de expressão foram superadas e os conceitos estabilizados. Acontece, por fatalidade, que essa condição quase nunca é cumprida pelas grandes filosofias. 
O que caracteriza essas filosofias – acima de tudo a de um Platão, a de um Aristóteles – é que desbravam continentes desconhecidos, para os quais não há ainda uma linguagem consagrada nem conceitos descritivos prontos. A busca da perfeita (ou mais perfeita) consistência lógica é antes ocupação de continuadores e epígonos que dos espíritos criadores. Na exploração do desconhecido, uma certa margem de imprecisão e nebulosidade é inevitável. Prova-o acima de qualquer possibilidade de dúvida o fato de que, decorridos dois milênios e picos, ainda se discute o sentido preciso de tais ou quais termos nos escritos daqueles dois filósofos.
É aí, precisamente, que entra a filologia. Sua tarefa é reconstituir a forma e, se possível, o sentido originário dos textos antigos – ou não tão antigos --, de modo a que o estudioso deles tenha em mãos um material confiável, de onde se depreenda com clareza máxima o pensamento dos autores, bem como o seu encadeamento histórico e os seus nexos com o ambiente social e mental das épocas respectivas.
Com isso chegamos um pouco mais perto da filosofia. Estudar e compreender os escritos dos grandes filósofos já é, de algum modo, tomar parte numa atividade filosófica. Tanto que aqueles que a praticam se consideram filósofos. Alguns até acreditam que nisso e somente nisso consiste a filosofia. O prof. José Arthur Gianotti declarou peremptoriamente ser a filosofia, em essência, "um trabalho com textos". Não lembro se a expressão foi bem essa, mas era a ideia.
Essa ideia tem o mérito de demarcar precisamente a diferença entre a filosofia e o que dela se transmite, na melhor das hipóteses, aos estudantes das universidades brasileiras. Estes ocupam-se de textos (quando se ocupam de alguma coisa). 
Os grandes filósofos, ao contrário, não se dedicavam eminentemente ao estudo de seus próprios textos, nem mesmo ao dos seus antecessores, contemporâneos e concorrentes, mas ao estudo de objetos que existiam antes, fora e independentemente da filosofia: Deus, a vida após a morte, a constituição dos Estados e governos, a sociedade e os costumes, a conduta moral ou imoral dos seres humanos, os sonhos e emoções, a ordem do universo material,a estrutura da realidade.
Nenhum desses objetos foi inventado pelos filósofos. Estes os encontraram prontos na experiência da vida (que inclui, é claro, uma parcela de herança filosófica), e fizeram um gigantesco esforço de compreendê-los. Desse esforço sempre fez parte, é claro, a meditação do que os filósofos anteriores – ou os homens cultos em geral – haviam dito a respeito.
Aristóteles diz mesmo que o exame das opiniões inteligentes é bom começo de investigação filosófica; e esse começo, decerto, exige a leitura dos textos. A diferença é que Aristóteles os lia para encontrar, justamente, o que não estava neles: o objeto enquanto tal, que só muito parcialmente, e não raro impropriamente, transparecia nas opiniões estudadas. Dito de outro modo, ele usava os textos como perspectivas auxiliares para enriquecer, às vezes por contraste, a sua própria experiência direta dos objetos. Foi nesse sentido que Eric Voegelin aconselhava a seus alunos: "Não estudem a filosofia de Eric Voegelin. Estudem a realidade." A transmutação da realidade em conceito filosófico requer uma técnica apropriada, a técnica filosófica, elaborada ao longo de milênios de experiência, que descrevi breve e toscamente no livro A Filosofia e seu Inverso. Essa técnica é especificamente diversa da lógica e da filologia e não pode ser adquirida pelo estudo exaustivo, ou mesmo maníaco, dessas duas disciplinas.

Publicado no Diário do Comércio.

 http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/13397-fugindo-da-filosofia.html

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BOLSONARO "AGRIDE" SENADOR RANDOLFE na visita ao DOI-Codi | Comissão da ...



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BOLSONARO: VERDADE QUE A MÍDIA OMITE; "agressão" à Randolfe Rodrigues | ...



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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Srimad-Bhagavatam [Canto 10, Cap. 50 Verso 29] Krsna estabelece a cidade de Dvaraka



*Todas as glórias a Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada!
*Srimad-Bhagavatam [Canto 10, Cap. 50 Verso 29]
Krsna estabelece a cidade de Dvaraka
Tradução
   Para Ele que orquestra a criação, manutenção e destruição dos três mundos e que possui ilimitadas qualidades espirituais, é pouco surpreendente o fato de subjugar um grupo adversário. Ainda assim, quando o Senhor age dessa maneira, imitando o comportamento humano, os sábios glorificam Seus atos.
Significado
  O filósofo Aristóteles argumentou certa vez que o Deus Supremo dificilmente tomaria parte em atividades humanas, pois todas as atividades comuns são indignas de tal ser divino. De forma semelhante, Srila Visvanatha Cacravarti, que é quase certo que jamais leu as obras de Aristóteles, levanta uma questão semelhante. Já que Sri Krsna cria, mantém e aniquila o Universo inteiro, não é um combate desigual e desinteressante quando Ele luta contra Jarasandha?
   A resposta é a seguinte: O Senhor representa o papel de um ser humano e, expandindo Sua potência de prazer, cria emocionantes passatempos transcendentais cheios de suspense e ação dinâmica. Através da potência Yogamaya do Senhor, Ele aparece exatamente como um ser humano, e assim podemos desfrutar o espetáculo da pessoa Suprema agindo no palco terreno. Sem dúvida, os obstinados agnósticos argumentarão que, visto Krsna ser Deus, não há verdadeiro suspense envolvido. Tais cépticos simplesmente não compreendem a potência atrativa de Krsna. A beleza e o drama, mesmo no palco material, possuem sua lógica própria e fascinante, e de igual modo amamos a Krsna só pelo prazer de amá-lO, apreciamos Sua beleza por causa dela mesma e desfrutamos os passatempos de Krsna porque eles são de fato admiráveis por si mesmos. De fato, Krsna executa Seus passatempos não para um propósito egoísta mundano, mas para nosso prazer. Logo, a apresentação dos passatempos espirituais é ela própria um ato de amor que Krsna realiza para a infinita felicidade espiritual das almas de coração puro que transcenderam a inveja material a Deus.


  A este respeito, Srila Visvanatha Cakravarti cita um verso importante do Gopala-tapani Upanisad: narakrti para-brahma karana-manusah. “A Suprema Verdade Absoluta, para Seu próprio propósito, aparece numa forma humana, embora seja a fonte de tudo.” De forma semelhante, no Srimad-Bhagavatam(10.14.32) encontramos que Yan-mitram paramanandam purnam brahma sanatanam: “A fonte da bem-aventurança transcendental, o eterno brahmanSupremo, tornou-Se amigo deles”.
 seu servo_ gostha-vihari dasa (PS)

 ISKCON_Nova Gokula


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SBT PR - As estatais são o lixo do Brasil



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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Você sabe o que foi o pelagianismo? Isso tem a ver com nosso estudo sabia?


Você sabe o que foi o pelagianismo? Isso tem a ver com nosso estudo sabia?

O Catecismo da Igreja Católica fala no parágrafo 406 que a Doutrina do Pecado Original foi muito estudada no século V, em virtude do pelagianismo… 
A doutrina da Igreja sobre a transmissão do pecado original adquiriu precisão sobretudo no século V, em especial sob o impulso da reflexão de Santo Agostinho contra o pelagianismo (CIC§406)
O pelagianismo é uma heresia, atribuída a Pelágio, um monge bretão do século V. Esse homem afirmava que todo homem nasce moralmente neutro, e que é capaz, por si mesmo, sem qualquer influência externa, de converter-se a Deus e obedecer à sua vontade, quando assim o deseje.
No século V, Pelágio havia debatido ferozmente com Santo Agostinho sobre este assunto. Santo Agostinho, que escreveu um documento contra o pelagianismo, afirmava que o pecado original de Adão foi herdado por toda a humanidade e que, mesmo que o homem caído retenha a habilidade para escolher, ele está escravizado ao pecado e não pode não pecar, muito embora com sua luta e com a Graça de Deus ele possa minimizar seus pecados. Por outro lado, Pelágio insistia que a queda de Adão afetara apenas a Adão, e que se Deus exige das pessoas que vivam vidas perfeitas, Ele também dá a habilidade moral para que elas possam fazer assim. Ele reivindicou mais adiante que a graça divina era desnecessária para salvação, embora facilitasse a obediência.
Para Santo Agostinho, todos, inclusive os que nascem de um matrimônio de cristãos, devem ser regenerados pelo batismo, ao qual chama “banho de regeneração”, já que diferentemente dos pecados pessoais, o pecado original se contrai do pais:
“…declararei, segundo a fé católica, que qualquer que seja o seu nascimento, [as crianças] são inocentes no que diz respeito aos pecados pessoais e culpadas em razão do pecado original” (Contra Iulianum Pelagianum III, XXIII, 52).
Para o Santo, a heresia pelagiana é extremamente grave por negar às crianças o revestimento de Cristo.
“Este nosso adversário, afastando-se da fé apostólica e católica com os pelagianos, não quer que os que nascem estejam sob o domínio do diabo, para que as crianças não sejam levadas a Cristo, arrancadas do poder das trevas e levadas para o Seu reino. E especialmente acusa a Igreja espalhada pelo mundo inteiro, onde todas as crianças durante o batismo recebem em todas as partes o rito da insuflação não por outra razão senão para lançar para fora delas o príncipe do mundo, sob o domínio necessariamente estão os vasos de ira desde que nascem de Adão e não renascem em Cristo; [renascidas em Cristo,] são transladadas para o Seu Reino, já que se tornam vasos de misericórdia pela graça” (Contra Iulianum Pelagianum II, XVIII, 33).
O resultado dessa discussão teve fim no ano de 529, no Concílio de Oranges, e a Igreja deu razão a Santo Agostinho. Pelágio por sua vez, não abriu mão da sua crença herege e por isso acabou sendo excomungado junto com muitos de seus seguidores.
Dominus Vobiscum
Esta entrada foi publicada em Catecismo, Em defesa da Fé, Estudo sobre o pecado, História da Igreja. Adicione o link permanenteaos seus favoritos.

fonte  http://blog.cancaonova.com/dominusvobiscum/2008/01/21/voce-sabe-o-que-foi-o-pelagianismo-isso-tem-a-ver-com-nosso-estudo-sabia/




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Mídia Sem Máscara na TV - Programa 12



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SBT PR - O problema das drogas na sociedade. A cultura é o problema



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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Mensalão e o foro privilegiado



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Mercadores de morte

Como o cigarro e as bebidas alcoólicas têm efeito tranqüilizante, impedir seu uso prepara o aumento do consumo de drogas. E o lucro dos mercadores da morte.

Esta feliz expressão usada pelo Papa Francisco para uma situação infeliz, define bem o que se passa no tráfico de drogas, mas vai muito além! São mercadores da morte, além das FARC e outras máfias, os nobres senhores ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e César Gaviria (Colômbia), o Foro de São Paulo, os pilântropos George Soros e Peter Lewis, as Fundações internacionais Ford, Rockfeller, Carnegie, Open Society entre dezenas de outros. A liberalização das drogas será um grande negócio para os que a defendem. Os lucros dos plantadores de maconha na Califórnia devem fazer brilhar de cobiça os olhos de FHC et caterva. Porque o que realmente querem é assumir - junto com as FARC, as máfias russas, turcas, e italiana - os lucros estupendos com o plantio, transporte e distribuição das drogas. É um dos ‘mercados’ mais ricos do mundo! Por isto lutam tanto contra a repressão aos usuários. 
Ora, a lei do mercado, inclusive do mercado da morte, é clara: enquanto existirem pessoas que querem determinado produto, existirá alguém que os produza! E eles sabem disto, pois foram os mesmos que reprimiram os cigarros pela repressão aos fumantes, com grande êxito. É exatamente no usuário que deve se centrar a repressão e é uma mentira deslavada que não dê resultados, veja-se Cingapura: o tráfico, a posse e o uso são reprimidos com penas que variam de vários anos de prisão até a de morte. Os estrangeiros ao chegarem lá são avisados disto e de que o país não aceita extradição por estes crimes.
Os usuários de droga não são doentinhos coitados, mas tão culpados quanto os traficantes! Ou mais, pois se não consumissem os traficantes ficariam desempregados. Sataniza-se o fumante de tabaco e os que usam bebidas alcoólicas e consideram-se os usuários de drogas pesadas como pobres coitados que precisam tratamento médico. Mas isto tem um propósito diabólico: como o cigarro e as bebidas alcoólicas têm efeito tranqüilizante, impedir seu uso prepara o aumento do consumo de drogas. E o lucro dos mercadores da morte.
Na lista acima deixei de lado propositadamente o atual presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos que se empenha em cumprir o programa das FARC para se tornarem um partido político legal – e continuar traficando! Depois de Álvaro Uribe ter feito tudo para desmantelar as FARC, Santo faz de tudo para torná-la legal.
Mas a coisa não para por aí, há outra categoria muito pior de mercadores da morte: os defensores do aborto com o eufemismo de ‘direito da mulher à saúde’. Não são apenas mercadores, mas criminosos da pior espécie, pois os usuários de droga, sabendo das conseqüências, têm o livre arbítrio de usar ou não. E o feto? Que direito têm de dizer se quer ou não de ser abortado?
A lista então cresce para incluir dona Dilma e seus ministros, a Planned Parenthood, as “Católicas (uma ova!) pelo Direito de matar”, a Oxfam, o guerrilheiro Mujica, a viúva argentina de plantão, outra vez Soros, etc.
São também mercadores da morte as organizações gays ao defenderem uma união estéril e, portanto, contra a continuidade da vida. Por milhares de anos, nas mais diferentes culturas e em todas as religiões o casamento é definido como a união de um homem com uma mulher. Mesmo naquelas que aceitam ou até encorajam a relação sexual entre pessoas do mesmo sexo, sempre promoveram o casamento entre homem e mulher para gerar outros seres humanos.

Em 2012, a ativista gay americana Masha Gessan admitiu publicamente que o objetivo é destruir o casamento, através de uma redefinição do mesmo: a luta pelo casamento gay envolve a mentira de que vamos querer realmente casar quando for aprovado – mentimos ao dizer que a instituição não será mudada, isto é uma mentira. Nosso objetivo é a destruição da própria instituição que não deveria existir! Eu tenho três filhos e mais ou menos cinco pais para les e não vejo porque deveria escolher dois ou três para uma relação sancionada pela sociedade. (em ‘How Liberals Twist Languagede Kate Pavlich, publicado na revista Townhall de julho de 2013).

No meu tempo esta ‘senhora’ moraria na ‘vila mimosa’ do Mangue e teria outro nome.
Querem destruir não só o casamento, mas todos os valores da vida e para conseguirem adeptos se aproveitam da noção de que quem se lhes opõem são intolerantes, extremistas, radicais e fundamentalistas religiosos. Mentem também ao defenderam um estado anti-religioso e imoral que chamam de “Estado Laico”. A propósito, vem a calhar o excelente artigo texto de Percival Puggina, ‘Democracia sem valores?
Quero concluir com uma consideração a respeito das recentes estripulias de vadias e vagabundos, chamadas de ‘manifestações da sociedade’. Diz um antigo adágio popular: ‘Jabuti não sobe em árvores. Se você encontrar um jabuti em cima de uma árvore, pode estar certo de que alguém o colocou lá’. É óbvio que não existem e jamais existiram manifestações espontâneas, alguém as conduz. Já organizei manifestações e sei muito bem como fazê-lo. Tome-se um tema qualquer de interesse popular, p. ex., o preço dos transportes coletivos em São Paulo. Espalha-se o tema e, principalmente com as atuais ‘redes sociais’ as coisas explodem em todo o país! Idiotas inúteis (sorry, Lenin!) servem de pontas-de-lança ou bucha de canhão, para atrás virem os verdadeiros ‘manifestantes’. A mídia e a organização comunista OAB e seus ‘mistérios públicos’, vêm atrás para justificar todas as ações dos bandidos e celerados quebrando agências de automóveis e bancárias. E ai da polícia, verdadeiros heróis anônimos, que ouse revidar: policial, você é o verdadeiro bandido, pois os ‘devogados’ da OAB querem linchá-los se jogarem um inútil spray de pimenta. Será que vocês, policiais, não entendem que direitos humanos são os direitos dos malfeitores, traficantes, ninjas e a pqp? Vocês não são humanos, só o são os policiais cubanos que defendem a democratice dos irmãos Castro!


 
 http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/14414-mercadores-de-morte.html


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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O CAPITALISMO DEGENERADO PELA GUERRA CULTURAL - Olavo de Carvalho



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A liberdade é filha, e não dona do direito

ESCRITO POR KAREN FERNANDES | 13 SETEMBRO 2013 
ARTIGOS - ABORTO



“Percebi que todos aqueles que são a favor do aborto já nasceram”, dizia Ronald Reagan.

Não é possível defender o aborto como simples questão de escolha sem colocar em xeque as bases da própria existência da sociedade de direito. É como o macaco que serra o galho em que está sentado, ou o pedreiro que marreta a laje sob a qual se sustenta.

Só há liberdade de escolha para quem foi garantido o direito de existir. Quem não tem direito de nascer, tampouco tem direito de escolher. O grito do aborto como direito da mulher é um grito louco dos contraditórios: se 50% das pessoas que nascem são mulheres – e o aborto impede que muitas mulheres venham ao mundo – como o aborto protegerá o direito a liberdade da mulher que está sendo impedida de viver, de ser dona da própria existência? É óbvio que o aborto trata apenas do direito do mais velho, do mais forte, do mais independente sob negação do mais novo, mais fraco e vulneravelmente dependente. É opressão pura travestida de autonomia. A liberdade é filha do direito e se desenvolve do respeito ao próximo.

Não se trata de religião, laicismo, sanitarismo, filosofia; se trata de simples justiça e pacto social. Você não me mata e me deixa nascer e eu prometo em troca não sangrar quem virá depois de mim. Todos que nascem, já nascem devedores disso. Quem quer fazer parte do mundo dos viventes é moralmente obrigado a conservar a vida alheia, e não deve ser considerado herói por isso: de graça recebeu a existência, de graça deve garantir a dos demais. Não há sociedade possível sem que todos seus integrantes – de novos a idosos – tenham o mesmo valor. Os países que permitem o aborto e possuem taxas de natalidade abaixo da mera reposição, com população em pleno declínio e insolúveis crises providenciarias bem o sabem.

Ou a liberdade individual se expande até onde começam os direitos do próximo e para aí, neste a quem chamamos “tú”, ou caímos na barbárie pura e simples, num caminho quase sem volta onde os fracos só têm vez quando a sorte resolve ficar do seu lado. Não é por acaso que todo país que chega na eutanásia dos idosos, inválidos e ditos “inúteis”, o faz depois de normatizado a arbitrariedade da cultura abortista, que atrela o direito à vida alheia ao subjetivismo dos mais fortes, saudáveis, úteis. A vida precisa de mais garantias.

Precisamos abolir essa nova espécie de escravidão de uma vez por todas: ninguém é propriedade de ninguém para ser tratado como objeto negociável, ninguém tem o direito de decidir pela vida e pela morte de quem quer que seja. Dramas não justificam o injustificável. Aborto é miséria, é injustiça, é opressão, e talvez mais do que tudo, aborto é desprezo e ingratidão para com toda a comunidade humana. Não precisamos postular isso.


Karen Fernandes é enfermeira e especialista em Pedagogia.


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Não-localidade: o conceito que destrói o materialismo

Antes de mais, vamos ter que saber o que é “materialismo”: é uma teoria segundo a qual a matéria é a única realidade existente – sendo que matéria é tudo o que tem massa e está sujeito à ação do espaço-tempo. Para os herdeiros ideológicos de Darwin (Karl Marx, Freud, Lenine, Stalin, Richard Dawkins, Peter Singer, etc.), a matéria é a realidade fundamental a partir da qual se explica a vida espiritual.
Podemos definir “não-localidade” como a possibilidade de dois objetos – por exemplo, dois fótons, ou dois eletróns – comunicarem entre si de forma instantânea (em termos de tempo universal) e independentemente da distância a que se encontrem um do outro.
A não-localidade não é ficção científica: experiências científicas realizadas desde o princípio da década de 1980 (por exemplo, por Alain Aspect) confirmaram o fenômeno. Portanto, é certo e seguro que, em determinadas condições especificas, dois objetos podem comunicar entre si, de forma simultânea – ou seja, fora do espaço-tempo – e a uma distância que pode ser, por exemplo, de várias dezenas de milhões de anos-luz. Diz-se, então, que a comunicação entre esses dois objetos é efetuada “fora do cone-de-luz”.
A maioria da literatura generalista acerca da Física não menciona a não-localidade. O assunto continua a ser tabu, apesar das verificações e confirmações. E é tabu porque a não-localidade coloca em causa o materialismo – ou seja, coloca em causa o fundamento da Idade Moderna e do positivismo.
A não-localidade significa que a realidade não se limita ao espaço-tempo; e isto coloca em causa toda a filosofia moderna desde Kant. Por exemplo, se o nosso cérebro é composto de eletróns, então o nosso cérebro está também sujeito às mesmas leis que regem a não-localidade. O materialismo está morto.

Orlando Braga edita o blog Perspectivas.


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domingo, 15 de setembro de 2013

Hoje dia de Ekadasi 20 PARIVARTINI, PARSVA OU VAMANA EKADASHI.


20  PARIVARTINI, PARSVA OU VAMANA EKADASHI

Yudhisthira Maharaja perguntou ao Senhor Sri Krishna:  "Qual o nome do Ekadashi que ocorre durante a parte iluminada do mês de Bhadrapada (agosto/setembro)?  Quem é a Deidade adorável para esse Ekadashi, e que mérito se obtém por observá-lo?  Tenha a bondade de revelar-me tudo isso."

O Senhor Supremo, Sri Krishna, respondeu: "Esse Ekadashi, ó Yudhishthira, se chama Vamana Ekadashi ou ainda Parivartini Ekadashi, e concede grande mérito e liberação final do enredamento material.  Portanto, porque remove todas reações pecaminosas da pessoa, também se chama de Jayanti Ekadashi.  Apenas ouvir as glórias deste Ekadashi já liberta de todos maus atos passados.  Este jejum é tão auspicioso que observá-lo confere o mesmo mérito que de realizar um sacrifício de cavalo.  Não há melhor Ekadashi que esse, porque concede a liberação tão facilmente.  Portanto, a pessoa que deseja verdadeiramente libertar-se do mundo material, deve jejuar no Vamana Ekadashi.

Enquanto observa este jejum, o Vaisnava deve amorosamente adorar o Senhor Supremo em Sua forma de Vamanadeva, a encarnação anã, cujos olhos são como pétalas de lótus.  Assim fazendo, estará adorando todas outras deidades também, inclusive Brahma, Vishnu, e Shiva, e na hora da morte sem dúvida irá para a morada do Senhor Hari.  Em todos três mundos não existe jejum mais importante para observar.  “O motivo porque esse Ekadashi é tão auspicioso é que ele celebra o dia quando o Senhor em Seu sono Se vira sobre Seu outro lado; por isso também é chamado de Parivartini Ekadashi.”

Maharaja Yudhisthira então perguntou ao Senhor:  "ó Janardana, por favor resolve uma questão que tenho.  Como é que o Senhor Supremo dorme e então Se vira sobre Seu lado?  ó Senhor, quando estás dormindo, que acontece com todas outras entidades vivas?  Por favor também conta-me como amarraste o rei dos demônios, Bali Maharaja, além de como se pode satisfazer os brahmanas.  Como se observa Chaturmasya?*  Por gentileza seja misericordioso para comigo e responda estas perguntas."

* Quem tiver interesse em observar o jejum de Chaturmasya deve consultar o capítulo Chaturmasya-mahatmya do Bhavisya-uttara Purana.

A Suprema Personalidade de Deus replicou: “ó Yudhishthira, leão entre os reis, de bom grado relatarei um evento histórico que, simplesmente por ser ouvido, erradica todas as reações pecaminosas da pessoa”.
 


Na Treta-yuga vivia um rei chamado Bali.  Embora nascido duma dinastia demoníaca, era muito devotado a Mim.  Cantava muitos hinos védicos para Mim e realizava o ritual de homa só para satisfazer-Me.  Respeitava os brahmanas duas-vezes nascidos e ocupava-os em realizar sacrifícios diariamente.  Esta grande alma teve uma discussão com Indra no entanto, e eventualmente derrotou-o numa batalha.  Bali assumiu todo seu reino celestial inteirinho, que Eu mesmo dera para Indra.  Por isso Indra e todos outros semideuses, junto com muitos grandes sábios, aproximaram-se de Mim e reclamaram de Bali Maharaja.  Curvando suas cabeças até ao chão e oferecendo muitas oraçöes sagradas dos Vedas, adoraram-Me e ao mestre espiritual deles, Brhaspati.  “Assim concordei em aparecer a favor deles como o anão Vamanadeva, Minha quinta encarnação.”

O rei Yudhishthira perguntou: "ó Senhor, como é possível que venceste tal demônio poderoso com um mero corpo de anão?  Por favor explica isso claramente, pois sou Seu devoto fiel."

O Senhor Supremo, Sri Krishna, replicou:  "Embora um anão, Eu era um brahmana, e aproximei-Me de Bali Maharaja para pedir-lhe doações em forma de terras.  Disse:  "ó Bali, por favor dá-Me apenas três passos de terra como caridade.  “Um pedaço tão pequeno de terra valerá para mim como se fosse os três mundos.” Bali concordou em atender Meu pedido sem maiores considerações.  Mas assim que prometeu dar-Me a terra, Meu corpo começou a Se expandir numa forma transcendental gigantesca.  Cobri a terra inteira com Meus pés, e toda Bhuvarloka com Minhas coxas, os céus de Svarga com Minha cintura, Maharloka com Meu estômago, Janaloka com Meu peito, Tapoloka com Meu pescoço, e Satyaloka com Minha cabeça e face.  Cobri toda criação material.  Na verdade, todos os planetas do universo, inclusive o sol e a lua, foram abarcados pela Minha forma gigantesca.

Vendo este Meu passatempo espantoso, todos os semideuses, inclusive Indra e Shesha, o rei das serpentes, começaram a cantar hinos védicos e oferecer orações a Mim.  Então peguei Bali pela mão e disse-lhe:  "ó Ser sem pecados, cobri toda a terra com apenas um passo e todos planetas celestiais com o segundo.  Agora onde irei colocar Meu pé para a terceira passada de terra que Me prometeste?"

Ao ouvir isto, Bali Maharaja curvou-se e ofereceu-Me sua cabeça.  Ó Yudhishthira, coloquei Meu pé em sua cabeça e mandei o para Patalaloka.  Vendo-o assim humilhado, fiquei muito satisfeito com ele e disse para Bali que dali em diante Eu residiria permanentemente no palácio dele.  A partir de então, no Parivartini Ekadashi, que ocorre durante a parte iluminada do mês de Bhadra, Bali, o filho de Virocana, instalou uma forma de Minha Deidade em sua residência.


Ó rei, até Haribodhini Ekadashi, que ocorre durante a parte iluminada do mês de Kartika, Eu continuo a dormir no oceano de leite.  O mérito que se acumula durante esse período é particularmente poderoso.  A pessoa deve, portanto, observar Parivartini Ekadashi cuidadosamente.  Em verdade é especialmente purificante e assim elimina todas reações pecaminosas.  Nesse dia o devoto fiel deve adorar o Senhor Trivikrama, Vamanadeva, que é o pai supremo, porque nesse dia Eu Me viro para dormir sobre Meu outro lado.

Se possível, nesse dia se deve dar a uma pessoa qualificada uma porção de iogurte misturado com arroz, bem como alguma prata, e então permanecer em vigília a noite toda.  Esta simples observância libertará do condicionamento material.  Quem observar este sagrado Parivartini Ekadashi desta maneira acima descrita certamente obterá todo tipo de felicidades neste mundo e no reino de Deus na vida futura.  Quem simplesmente ouve esta narrativa com devoção irá para a morada dos semideuses e ali brilhará como a própria lua, tão poderoso é observar este Ekadashi.  De fato, “é tão poderoso quanto realizar mil sacrifícios de cavalos.”

Assim terminam as glórias do Parivartini Ekadashi ou Vamana Ekadashi, que ocorre durante a parte clara do mês de Bhadrapada, conforme o Brahma-vaivarta Purana.



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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

De Stalin ao Sequestration

ESCRITO POR ION MIHAI PACEPA | 10 SETEMBRO 2013 
INTERNACIONAL - ESTADOS UNIDOS

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Quando rompi com os altos círculos do império soviético, paguei com duas sentenças de morte emitidas pela Romênia, meu país de nascimento, por ajudar o seu povo a parar de pensar no governo como uma benção concedida do alto, e por libertá-los do jugo do socialismo. Infelizmente, vejo agora a praga do socialismo “a cada qual de acordo com a sua necessidade” começando a infectar o meu país de adoção, os EUA.




Nota do tradutor: O artigo abaixo foi publicado em 6 de março deste ano no site PJMedia.com, na coluna Say No To Socialism. O autor, generalIon Mihai Pacepa, é o oficial de mais alta patente que desertou do bloco comunista. O seu livro Red Horizons revelou a corrupção do governo marxista de Nicolae Ceausescu, da Romênia, e foi grandemente responsável pela queda do tirano. O livro foi descrito pelo presidente Reagan como a sua “Bíblia para lidar com ditadores socialistas”. Pacepa vive nos EUA, sob identidade secreta.

O termo Sequestration refere-se ao corte automático de despesas federais no orçamento dos EUA. Os cortes – em valores absolutos, não em porcentagens – são divididos igualmente entre as categorias de defesa e não-defesa. Alguns dos maiores programas, como Social Security, Medicaid, pensões e benefícios para os veteranos estão fora do programa.
De Stalin ao Sequestration
Antes de mais nada, peço desculpas pela ausência. O meu próximo livro, Disinformation, escrito em co-autoria com o professor Ronald Rychlak, virou documentário e será lançado em junho, e o projeto tomou todo o meu tempo.
Hoje celebramos 60 anos de falecimento de Iosif Vissarionovich Dzhugashvili, cujo nome de guerra era Stalin – que significa “homem de aço”. Usei deliberadamente o verbo “celebrar” pois a morte de Stalin deixou entrar o primeiro raio de luz em uma das mais sombrias e sangrentas operações de desinformação da história: a própria União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Logo após a morte de Stalin, a cortina que protegia da opinião pública o seu “paraíso dos trabalhadores” foi arrancada, e o mundo teve o primeiro vislumbre do imenso campo de trabalho forçado que realmente era a União Soviética. Segundo revelações recentes, cerca de 94 milhões de pessoas foram mortas enquanto durou o império soviético [i] para garantir o funcionamento do herético sistema socialista, um credo que retira dos seres humanos as verdadeiras forças motivacionais necessárias para manter a humanidade caminhando: propriedade privada, competição e incentivo individual.
Na teoria, o socialismo é um sonho idílico. Na realidade, é um pesadelo de mentiras, modelado pela infame sentença de Karl Marx “Jeder nach seinen Fähigkeiten, jedem nach seinen Bedürfnissen” (de cada qual segundo a sua capacidade, a cada qual segundo a sua necessidade), uma teoria social que destruiu, uma a uma, todas as economias dos países nos quais foi implantada. Para falar bem claramente, a redistribuição socialista de riqueza é roubo, e o roubo se tornou a política nacional no dia do nascimento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Imediatamente após a revolução de novembro de 1917, o novo governo socialista russo confiscou a riqueza da família imperial, apoderou-se das terras dos russos ricos, nacionalizou a indústria e o sistema bancário e matou a maioria das pessoas de posses. Em 1929, o Kremlin virou o seu ávido olhar na direção dos indivíduos mais pobres do país; confinando os camponeses nas fazendas coletivas, roubou as suas terras juntamente com os seus animais e as suas ferramentas de trabalho. Em poucos anos, praticamente toda a economia soviética funcionava em propriedades roubadas.
Em meados dos anos 1930, o próprio Partido Comunista virou um alvo para o roubo. Após um breve período de liderança coletiva exercida pelo Comitê Central e mais tarde pela sua elite, o Politburo, Stalin em pessoa roubou todos os cargos de alto nível do país e os alfinetou em seu próprio peito como medalhas de guerra, estabelecendo assim um sinistro novo feudalismo em pleno século XX. Mais tarde, isto se repetiu, de forma exatamente análoga, em toda a Europa Oriental ocupada pelos socialistas soviéticos após a Segunda Guerra Mundial. Quando dei adeus para sempre à Romênia socialista em 1978, a lista de cargos e títulos oficiais acumulados por Ceausescu e pela sua esposa podiam facilmente encher uma página inteira.
O colapso do império soviético em 1991 deu um duro aviso de que, no longo prazo, o roubo não compensa, mesmo quando praticado por governantes de um grande país. Todos os socialistas que chegaram à liderança de uma nação acabaram no inferno – todos, de Lenin a Stalin, de Tito a Zhivkov, de Enver Hoxha a Mátyás Rakosi, de Sékou Touré a Nyeree. Tiveram os seus dias de glória passageira, mas todos terminaram em desgraça eterna. Alguns, como Fidel Castro e Hugo Chavez, ainda estão resistindo, mas certamente há um lugar reservado para eles no inferno. (Atualização: Chavez morreu após este artigo ter sido escrito.) Neste ano, quando o Manifesto de Marx completa 164 anos e já devia estar desacreditado, alguns países imprudentes como Grécia, Irlanda, Portugal, Chipre, Itália e Espanha ainda estão sendo devastados por uma mal depositada confiança na frase “a cada qual segundo a sua necessidade” e pela consequente redistribuição da riqueza do país.
Há inúmeras razões pelas quais o socialismo jamais poderá ter sucesso. Uma delas é a atitude irracional dos socialistas em relação ao dinheiro. Os socialistas marxistas sempre descreveram o dinheiro como um instrumento odioso da exploração capitalista, e sempre pregaram o evangelho de que na utópica sociedade socialista não haveria dinheiro, não haveria preços, não haveria salários. Enquanto este dia não chegava, entretanto, eles admitiam que o dinheiro era um mal necessário a ser retido durante o período de transição do capitalismo para o socialismo – pois os líderes socialistas eram incapazes de oferecer qualquer substituto para ele. Como quer que seja, no império socialista soviético, o dinheiro perdeu a sua função de regulação da economia e o seu status de medida de riqueza, tornando-se apenas um instrumento de expressão de salários e preços domésticos. A irracional, imprevisível e caótica atitude socialista em relação ao dinheiro só conseguiu implantar a anarquia econômica. Eu vi isto com meus próprios olhos durante os 20 anos em que estive envolvido com o sistema financeiro da Romênia, quando passei de representante chefe da missão de negócios do país na Alemanha Oriental a conselheiro econômico do presidente romeno.
Trinta e quatro anos atrás, quando rompi com os altos círculos do império soviético, paguei com duas sentenças de morte emitidas pela Romênia, meu país de nascimento, por ajudar o seu povo a parar de pensar no governo como uma benção concedida do alto, e por libertá-los do jugo do socialismo. Infelizmente, vejo agora a praga do socialismo “a cada qual de acordo com a sua necessidade” começando a infectar o meu país de adoção, os EUA. Em 7 de fevereiro de 2009, a capa da Newsweek proclamava: “Somos todos socialistas agora.” [ii] Examente igual ao que o Scînteia, jornal oficial romeno, estampou quando o meu antigo chefe, Nicolae Ceausescu, começou a transformar a Romênia em um monumento a si mesmo. Dois anos após alcançar o poder, a nomenklatura do Partido Democrata americano produziu os mesmos resultados da nomenklatura socialista romena – em escala americana. Mais de quatorze milhões de americanos perderam o emprego e 41,8 milhões de pessoas entraram nos programas de vale-alimentação do governo. O Produto Interno Bruto caiu vertiginosamente de 3,4% para 1,6%. A dívida pública aumentou para 13 trilhões de dólares, número sem precedentes, e o valor projetado para 2019 é de 18 trilhões de dólares.
O Scînteia foi à falência e a Newsweek foi vendida por um dólar. Mas um membro da nomenklaturaDemocrata, representante do economicamente arruinado estado da Califórnia no Congresso americano – que, por acaso, é admirador e hóspede da Cuba de Fidel Castro – está discursando que o futuro da indústria de petróleo dos EUA “tem tudo a ver com socializar”, tudo a ver com “o governo tomando e gerindo todas as nossas petrolíferas”.
Em 1948, quando a nomenklatura romena nacionalizou a indústria petrolífera, o país era o segundo maior exportador de petróleo da Europa. Trinta anos depois, quando rompi com o marxismo, a Romênia era um grande importador de petróleo, a gasolina era racionada, os locais públicos não podiam ser aquecidos acima de 17°C e todo o comércio era obrigado a fechar antes das 17h30 para economizar energia.
Já usei estes exemplos antes, mas, penso, eles devem ser usados mais e mais – e cada vez mais –, pois são o resumo do nosso drama atual. O Sequestration imposto aos EUA dias atrás mostra que a atitude socialista do Partido Democrata em relação ao dinheiro e a sua compulsão à ilusória receita socialista do “para cada qual conforme a sua necessidade” pode gerar uma devastação na economia, mesmo na economia de um país tão rico como os EUA.
O fato da nomenklatura do Partido Democrata pensar que pode resolver as nossas dificuldades econômicas aumentando, mais uma vez, os tributos, me faz lembrar dos meus velhos tempos na Romênia comunista. Eu repetidamente avisava Ceausescu de que a Romênia não ia aguentar continuar perdendo um dólar por milhar de ovos exportados para o Ocidente. Meu antigo chefe garantia: “Vamos maquiar isto vendendo bastante.”
O ensaísta americano George Santayana, imigrante como eu, dizia: quem não consegue se lembrar do passado está condenado a repetí-lo.


Notas:
[i] Stéphane Courtois, Le Livre Noir du communisme: Crimes, terreur, répression (Ėdition Robert Laffont, Paris, 1997), pp. 258-264.

[ii] Doug Mainwaring, “We are all Tea Partiers now,” The Washington Times, September 30, 2010, p.1.

Tradução: Ricardo Hashimoto
  fonte:

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