segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Histórias da Índia antiga, e outros contos orientais etc.





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Sri Mahesa Pandita e Srila Uddharana Datta Thakura desaparecimentos.

Sri Mahesa Pandita


Mahesa Pandita era uno de los doce gopalas (pastorcillos de vacas que vinieron con Balarama cuando descendió como el Señor Nityananda Prabhu, asociados íntimos del Señor Nityananda). Viajó y predicó (sankirtana viajero) con el Señor Nityananda. Encarnación de Mahabahu-sakha, pastorcito de Krishna-Balarama. 
Sri Caitanya-caritamrta, Adi-lila 11.32.
“Mahesa Pandita, el séptimo de los doce gopalas, era muy generoso. Lleno de amor por Krishna, bailaba como un loco, al compás de un timbal”

Significado: La aldea de Mahesa Pandita, que se conoce como Palapada, está en el distrito de Nadia, en un bosque a un par de kilómetros de la estación de ferrocarril de Cakadaha.

Cerca de allí pasa el Ganges. Se dice que anteriormente Mahesa Pandita vivió del lado este de Jirat, en la aldea llamada Masipura o Yasipura, y cuando Masipura se sumergió en el cauce del Ganges, llevaron las Deidades que había allí a Palapada, que está en medio de otras aldeas como Beledanga, Berigrama, Sukhasagara, Candude y Manasapota. (Hay unas catorce aldeas, y toda la zona se conoce como Pancanagara Paragana.)

Se dice que Mahesa Pandita asistió al festival que celebró el Señor Nityananda Prabhu en Panihati. Narottama dasa Thakura asistió también al festival, y Mahesa Pandita le vio en aquella ocasión. En el templo de Mahesa Pandita hay Deidades de Gaura-Nityananda, el Señor Gopinatha, el Señor Madana-Mohana, Radha-Govinda y una Salagrama-shila.




SRILA UDDHARANA DATTA THAKURA era um associado íntimo do Senhor Nityananda. Criado numa família de comerciantes de ouro, ele depois casou e se tornou um rico ministro. O Senhor Nityananda ficava com freqüência na casa dele. Com a idade de vinte e seis anos, Uddharana Datta Thakura renunciou sua casa e família e se juntou ao grupo de kirtana do Senhor Nityananda. (Veja o Sri Caitanya-caritamrta, Adi-lila 11.41)


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domingo, 29 de dezembro de 2013

Tantra origem da expressão


Origem da expressão

A palavra "tantra" é composta por duas raízes acústicas: "tan" e "tra". "Tan" significa expansão e "Tra" libertação.
Tal denominação tem as suas raízes em fatores históricos muito sutis, pois esta filosofia comportamental, durante a época medieval, foi severamente reprimida na India Hinduista, fortemente espiritualizada. Esta era a forma como os seguidores desta filosofia a viam. Libertadora, mas mantida em segredo (na escuridão)1 .
Dispondo de imensos significados e interpretações, mais ou menos corretos, tais como teiatrama ou entretecido. Tantra pode ser interpretado, mais correctamente, como algo que é regulado por regras gerais1 .

Referências

  1. ↑ Ir para:a b c Internet Sacred Text Archives: "Tantra".

Sobre o Tantra

Diferentes pessoas possuem diferentes capacidades para compreender e praticar ensinamentos espirituais. Considerando isso e movido por compaixão, Buda Shakyamuni deu vários níveis de ensinamentos, como um médico habilidoso usa uma variedade de remédios para tratar vários tipos de doentes.
Para as pessoas que simplesmente desejam obter felicidade humana, Buda deu ensinamentos que revelam as ações e seus efeitos, ou carma, e ensinou que disciplina moral deve ser sua prática principal.
Para as que desejam atingir a paz permanente da libertação, ou nirvana, só para si mesmas, Buda deu ensinamentos sobre as falhas do samsara e ensinou os três treinos superiores – disciplina moral superior, concentração superior e sabedoria superior – como sua prática principal.
Para as que desejam atingir o objetivo supremo da plena iluminação, Buda deu ensinamentos sobre como desenvolver grande compaixão e bodichitta e ensinou que sua prática principal deve ser as seis perfeições – dar, disciplina moral, paciência, esforço, estabilização mental e sabedoria.
Todos esses ensinamentos estão abertos a qualquer um que queira estudá-los e praticá-los. As experiências advindas dessa prática são denominadas “caminhos espirituais comuns”.
Além disso, Buda deu ensinamentos sobre o tantra. Tais ensinamentos só podem ser praticados por quem recebeu uma iniciação tântrica. As experiências advindas de sua prática são denominadas “caminhos espirituais incomuns”.
Para uma explicação mais ampla dos caminhos espirituais do tantra veja Solos e Caminhos Tântricos.

O que é Tantra?

O que é Tantra?
O mais elevado de todos os objetivos humanos é a aquisição da plena iluminação, um estado último de paz no qual todos os obstáculos que obscurecem a mente foram removidos e todas as boas qualidades, como meios habilidosos, sabedoria e compaixão, foram completamente desenvolvidas.
Contudo, não alcançaremos esse objetivo último simplesmente esperando por ele; precisamos empregar métodos adequados para chegar lá.
Quais são os métodos para atingir a paz da plena iluminação? São os caminhos do sutra e do mantra secreto; não há um terceiro método. Entre esses dois, as técnicas reveladas no mantra secreto são superiores às reveladas nos sutras.
O mantra secreto, além de ser o caminho supremo à plena iluminação, é raro. Como disse Je Tsongkhapa, os ensinamentos do mantra secreto são ainda mais raros que os ensinamentos dos Budas, porque dos mil Budas fundadores que surgirão neste Eon Afortunado, somente o quarto (Buda Shakyamuni), o décimo-primeiro e o último ensinarão os caminhos do mantra secreto.
No momento, temos uma grande oportunidade de praticar esses ensinamentos raros e benéficos, logo é importante desenvolvermos uma forte intenção de praticá-los puramente.
Se os ensinamentos mahayana desaparecessem deste mundo, não teríamos mais a oportunidade de nos tornar um Buda. Portanto, enquanto ainda temos acesso a esses preciosos ensinamentos, devemos nos aplicar arduamente e tentar obter alguma experiência deles.
A etimologia do mantra secreto é a seguinte: “secreto” indica que esses métodos devem ser praticados em segredo. Se exibirmos nossa prática, atrairemos muitos obstáculos e forças negativas. Seria como alguém que fala abertamente e descuidadamente sobre uma jóia preciosa, atraindo dessa forma a atenção de ladrões.
“Mantra” significa “proteção da mente”. A função do mantra secreto é capacitar-nos a progredir rapidamente pelas etapas do caminho espiritual, protegendo nossa mente contra as aparências e as concepções comuns.
Para mais informação sobre o assunto, consultar Solos e caminhos tântricos.

Tantra autêntico

Je Tsongkhapa explicou que uma prática autentica do mantra secreto deve possuir quatro atributos, conhecidos como as ‘quatros perfeitas purezas’, são eles:
  • Perfeita pureza de lugar
  • Perfeita pureza de corpo
  • Perfeita pureza de prazeres
  • Perfeita pureza de feitos
A prática dessas quatros perfeitas purezas não foi revelada nos ensinamentos de sutra, mas só pode ser encontrada no mantra secreto.
O mantra secreto se diferencia do sutra porque é capaz de trazer o resultado futuro para o presente. Por exemplo, apesar de ainda não termos atingido a iluminação, quando praticamos o mantra secreto tentamos impedir o surgimento de aparências e concepções comuns a respeito de nosso ambiente e o visualizamos como o mandala da deidade.
Do mesmo modo, prevenimo-nos contra as aparências comuns de nosso corpo, prazeres e feitos e, em vez disso, gerarmo-nos como a deidade, visualizamos nossos prazeres como os de um Buda e executamos os feitos de um ser iluminado.
Fazendo essas práticas, poderemos atingir o estado resultante da budeidade muito rapidamente.
Essas quatro práticas são essenciais tanto para o estágio de geração como para o de conclusão do mantra secreto.
Para mais informações consulte Solos e Caminhos Tântricos and Clara Luz de Extâse.

Níveis do Tantra

Tantra, ou Mantra Secreto, tem quatro níveis:
  • Tantra ação
  • Tantra performance
  • Tantra ioga
  • Tantra ioga superior
Tantra ação enfatiza principalmente ações externas, tantra performance enfatiza tanto as ações externas como interiores, tantra ioga enfatiza principalmente ações internas, e tantra ioga superior é a categoria suprema do tantra.
Todos os níveis do Mantra Secreto transformam grande êxtase em caminho espiritual, mas o método de transformação difere de acordo com o nível praticado.
No tantra ação, o meditador gera êxtase olhando paras as deidades e então transforma este êxtase em caminho. No tantra performance, o meditador gera êxtase trocando sorrisos com as deidades, e no tantra ioga, seguram as mãos delas e então transformam este êxtase em caminho.
No tantra ioga superior, o meditador gera êxtase imaginando o abraço sexual com a consorte e, em estágios avançados, engaja-se no abraço real; e então transformam este êxtase em caminho espiritual. Deve-se contudo notar que é muito difícil usar grande êxtase como método para atingir a iluminação, e se nós formos capazes de fazer isso nós já temos uma formidável realização.
Como disse o grande Mahasiddha Saraha, ‘A maioria das pessoas dá grande importância ao êxtase sexual, mas poucos podem transformar este êxtase em caminho espiritual.’
Para mais informações veja Solos e Caminhos Tântricos.

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sábado, 28 de dezembro de 2013

Como Enfrentar o Terror Social no Brasil



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Reportagem Guiné Bissau e Cabo Verde



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Yantra significado etimológico da palavra e algumas considerações.



Yantras

Lucia Maria de O. Nabão
Os yantras, assim como os mantras (as vibrações sonoras), são suportes para a estabilização da mente na tradição do Yoga. São formas ou diagramas utilizados para dar estrutura e centramento, especialmente na prática da meditação.
Yantra pode ser traduzido por: instrumento que serve para reter. A raiz etimológica yan quer dizer reter, restringir, controlar ou conter; e tra, faz referência a instrumento, artefato ou ferramenta.
Os yantras e os mantras são elementos presentes no yoga ritualístico do período védico ocorrido há mais de 6.000 anos. Foram atualizados pelo Tantra Yoga, uma abordagem mais recente e popular desta filosofia, que busca a transformação da consciência pela transmutação da energia que denomina Shakti. Atualmente, os yantras são usados em outras linhascomo no Hatha Yoga.
Diz-se que o yantra é o equivalente gráfico ou a estrutura do mantra. E o mantra seria a alma doyantra. Um é o corpo, o outro é a alma de um único sistema. Ambos são energéticos e simbólicos, se comunicam diretamente com o ser essencial, o self. São sons (mantras) e formas (yantras) macrocósmicas - representadas pelo plano divino, que vão despertar aspectos das deidades no microcosmo, ou seja, no interior de cada um de nós.
Segundo Georg Feuerstein (2001),
 
se mantra é a alma da divindade escolhida do iniciado, yantra é o corpo desta divindade. Yantra é também uma imagem do universo drasticamente reduzido, já que o universo é uma teofania, uma manifestação do Divino. Como um receptáculo ou veículo para a divindade invocada durante o ritual tântrico, o yantra é uma área sagrada carregada de poder espiritual. A palavra yantra significa literalmente “instrumento”, “recurso” ou “tramóia”. O yantra é de fato empregado nos rituais yogues como um instrumento de concentração e visualização. É uma representação gráfica das energias psicocósmicas associada com determinada divindade.
Yantras podem ser desenhados na areia, em papel ou madeira, ou então gravados em metal e outras substâncias duras. Consistem principalmente em formas geométricas simples, tais como ponto, triângulo, quadrado, retângulo, pentágono, hexágono, círculo e espiral, bem como pétalas de lótus e letras do alfabeto sânscrito. Às vezes, elementos mais pictóricos são empregados no seu desenho. As versões mais pictóricas são chamadas de mandalas, baseadas num arranjo circular (...). As mandalas se popularizaram no Ocidente através de Carl Jung e sua escola. Jung viu nelas “arquétipos de inteireza”.
Na Índia e no Tibet os praticantes de Yoga realizam rituais que duram vários dias para construírem seu yantra a partir da escolha de uma deidade que apresenta um aspecto que este deseja despertar, desenvolver ou fortalecer em si mesmo. Essa deidade, invocada mentalmente, apoiada pela visualização no yantra e vivificada pelo mantra correspondente, passa a representar a vida doyantra, o movimento do yantra pessoal. Através da invocação, da identificação e meditação, a pessoa passa a interiorizar o yantra, que se torna um recurso interno que enriquece aquele indivíduo que busca seu aprimoramento com a ação dos suportes doYoga. Esse processo pode ser repetido inúmeras vezes. Ao construir, introjetar e depois dissolver os yantras, o yogue segue atualizando o sagrado em si mesmo num desdobramento contínuo a favor de sua evolução.
Podemos também compreender o yantra como um instrumento cujo objetivo é refrear as forças do psiquismo, concentrando-as de maneira específica num padrão que possa ser reproduzido pela visualização do praticante. 
Os elementos dos yantras são: uma moldura externa quadrada, quatro paredes com quatro portas orientadas para os quatro pontos cardeais, uma representação do universo. No interior do yantraestá o que simbolicamente seria o santuário, representado por triângulos, círculos, flor de lótus, etc. Ao centro está o bindu, literalmente gota ou essência, para onde a concentração mental deve convergir. Bindu é considerado a semente da percepção.
No tantrismo o corpo assume grande valor, pois é o receptáculo para a divindade. O yantra vai ajudar a transformar a estrutura do corpo para receber a freqüência energética superior, ou seja, para sustentar a força da deidade que se quer apropriar. 
O yantra também é utilizado na forma de um amuleto na medicina indiana para cura e proteção.
Por fim, trabalhar com yantra é se apoderar do processo de construção de um ser humano com qualidades, recursos e valores que ele escolhe consciente e voluntariamente. É abrir a mente para a compreensão de que cada indivíduo está ligado numa rede cósmica com planos superiores e divinos e que o universo é uma composição do micro e do macrocosmo. Tal como define um axioma básico do Yoga: “O que está em cima está também embaixo”. 
Referência bibliográfica:
Feuerstein, G. - Tantra: sexualidade e espiritualidade, Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2001.
Zimmer, H. – Mitos e símbolos na arte e civilização da índia, São Paulo: Palas Atena, 1987.
Kupfer, P. – Dicionário de Yoga, Florianópolis: Dharma, 1999.

http://www.ganeshanet.com.br/artigo_show.asp?id=113&cat=18
Mais links abaixo,

O Shri Yantra 
http://www.sensiart.com/Paginas/Yoga/Sri_Yantra_2.htm

O USO DO YANTRA NO HINDUÍSMO
http://www.salves.com.br/y_yantra.htm

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ILLUMINATIS - O SISTEMA CONTROLADOR - FILME ( DUBLADO )



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Hoje é Ekadasi> Saphala jejum de Ekadasi 3 ; 28/12/2013

Saphala jejum de Ekadasi 3

                        
Terceiro Ekadasi do ano Lunar Védico.

Maharaja Yudhisthira disse :

                   -Ó Sri Krishna, qual o nome do Ekadasi que ocorre durante o quarto crescente do mês Pausa(dezembro/janeiro)? Como ele é observado e qual Deidade deve ser adorada neste dia? Por favor, narre tudo isto para mim, Ó Janardana.

                   A Suprema Personalidade de Deus respondeu :

                   -Ó melhor dos reis, desde que você deseja ouvir, Eu descreverei totalmente a você as glórias do Pausa-Krishna Ekadasi. Eu não fico satisfeito por sacrifícios ou caridades tanto quanto fico pela execução do jejum completo no Ekadasi por meus devotos. Desta forma, com o melhor da sua habilidade, a pessoa deve jejuar no Ekadasi, o dia do Senhor Hari.

                   Ó Yudhisthira, Eu  lhe recomendo que ouça com atenção indesviavel as glórias do Pausa-Krishna Ekadasi, o qual cai no Dvadasi. Como já lhe expliquei anteriormente, não se deve diferenciar entre os muitos Ekadasi. Ó rei, para o benefício da humanidade em geral Eu lhe descreverei agora o processo para se observar o Pausa-Krishna Ekadasi.

                   O Pausa-Krishna  Ekadasi tambem é conhecido como Saphala Ekadasi.  Neste dia sagrado a pessoa deve adorar o Senhor Narayana, pois Ele é a Deidade predominante. Deve-se seguir o método de jejum prescrito
anteriormente. Assim como entre as cobras Sesa-naga é a melhor, entre os pássaros Garuda é o melhor, entre os sacrifícios o Asvamedha-yajna é o melhor, entre os rios o Ganges é o melhor, entre os semideuses o Senhor Vishnu é o melhor e entre os seres de duas pernas os brahmanas são os melhores, assim mesmo dentre todos os dias de jejumEkadasi é o melhor. Ó principal entre os reis nascidos na dinastia Bharata, quem quer que respeita estritamente oEkadasi torna-se muito querido para Mim e realmente adorável por Mim de todas as maneiras. Agora ouça enquanto Eu descrevo o processo para se observar o Saphala Ekadasi.

                   No Saphala Ekadasi Meu devoto deve Me adorar oferecendo-me frutas frescas de acordo com tempo, lugar e circunstância e meditando em Mim, a Suprema Personalidade todo auspiciosa. Ele deve Me oferecer uma fruta jambira, romã, noz de betel, coco, goiaba, mangas, nozes, cravos e diferentes tipos de especiarias aromáticas. Ele tambem deve Me oferecer incensos e lâmpada ghee acesa, pois tal oferecimento de lâmpada no Saphala Ekadasi é especialmente glorioso. O devoto deve tentar permanecer desperto por toda a noite.

                   Agora por favor ouça com atenção fixa, enquanto lhe descrevo o tanto de mérito que se alcança, se alguém jejua e permanece acordado durante toda a noite. Ó melhor dos reis, não há sacrifício ou peregrinação que conceda mérito igual ou melhor que o  mérito  alcançado por alguém que jejua no Saphala Ekadasi. Tal jejum,  particularmente se a pessoa poder ficar acordada e alerta durante toda a noite, concede ao devoto fiel o mesmo mérito da execução de austeridade por cinco mil anos.

                   Ó leão entre os reis, por favor ouça a história gloriosa deste Ekadasi. Havia certa vez uma cidade chamadaCampavati, a qual era governada por um rei santo chamado Mahismata. Ele tinha quatro filhos, dentre os quais o mais velho, Lumpaka, sempre se ocupava em atividades muito pecaminosas: sexo com as esposas dos outros, jogatina e associação frequente com prostitutas famosas. Seus maus feitos reduziram gradualmente a riqueza de seu pai, o reiMahismataLumpaka tambem tornou-se muito crítico para com os semideuses e brahmanas, todos os dias ele costumava blasfemar os vaishnavas. Por fim o rei Mahismata, vendo a condição do seu filho, exilou-o na floresta. Devido ao temor pelo rei até mesmo os parentes compassivos não defenderam Lumpaka, já que o rei estava muito irado por Lumpaka ser muito pecaminoso.

                   Desorientado em seu exílio, Lumpaka pensou consigo mesmo: "Meu pai me mandou embora e até mesmo meus parentes não fizeram nenhuma objeção. O que devo fazer agora?"  Ele planejou pecaminosamente e pensou: "Devo ir sorrateiramente para a cidade coberto pela escuridão e roubar suas riquezas. Durante o dia permanecerei na floresta e à noite irei até a cidade."  Pensando assim, Lumpaka entrou na floresta escura. Ele matava muitos animais durante o dia e durante a noite ele roubava as coisas valiosas da cidade. Os habitantes da cidade prenderam ele várias vezes, mas devido ao temor do rei, eles deixavam Lumpaka em paz. Eles pensavam que devido aos pecados dos seus nascimentos prévios, Lumpaka tinha perdido todas as suas facilidades reais e atuava assim tão pecaminosamente.

                   Embora fosse um comedor de carne,  Lumpaka tambem costumava comer frutas todos os dias. Ele residia sob uma velha figueira-de-bengala a qual  acontecia de ser muito querida pelo Senhor Vasudeva. De fato, muitos adoravam-na como a um deus dentre todas as árvores da floresta. No devido curso do tempo, enquanto Lumpaka estava executando muitas atividades condenáveis e pecaminosas, chegou o Saphala Ekadasi. Na véspera do EkadasiLumpakateve de passar toda noite sem dormir devido ao frio severo e às suas insuficientes roupas de cama. O frio não somente lhe tirou toda a paz mas tambem quase o matou. Na hora do sol nascer, seus dentes estavam batendo e ele estava quase em coma e durante toda manhã daquele dia, Ekadasi, ele não pode despertar daquele torpor.

                   Quando chegou o meio-dia do Saphala Ekadasi, o pecaminoso Lumpaka finalmente despertou e tentou levantar do local sob a figueira-de-bengala. No entanto, a cada passo ele tropessava ao chão. Tal qual um aleijado, ele andou lenta e hesitantemente, sofrendo muito de fome e sede no meio da floresta. Lumpaka estava tão fraco que não pôde matar nenhum animal naquele dia. Em vêz disso, ele foi forçado a coletar as frutas que encontrou caídas ao chão. Na hora que ele retornou à figueira-de-bengala, o sol já tinha se posto.

                   Colocando as frutas no chão próximo a ele, Lumpaka começou a lamentar: "Oh! como sou desgraçado! O que devo fazer? Querido pai, o que será de mim? Ó Sri Hari, por favor seja misericordioso comigo e aceite estas frutas!" Novamente ele foi forçado a permanecer acordado por toda noite sem dormir, porem neste meio tempo a Suprema Personalidade de Deus,  Madhusudhana, ficou satisfeito com o oferecimento de frutas silvestre feito por Lumpaka e Eleaceitou-o-asLumpaka tinha observado involuntariamente o jejum completo do Ekadasi e pelo mérito que ele acumulou neste dia, reobteve seu reino sem maiores dificuldades.

                   Ouça, ó Yudhisthira, o que aconteceu com o filho do rei Mahismata quando um simples fragmento do mérito brotou dentro do seu coração. Assim que o sol surgiu belamente no dia seguinte ao Ekadasi, um magnífico cavalo aproximou-se de Lumpaka e ficou ao seu lado. Ao mesmo tempo, uma voz de repente falou do céu claro e azul:

                   -Este cavalo é para você, Lumpaka! Monte nele e galope para encontrar sua familia! Ó filho do reiMahismata, pela misericórdia do Senhor Vasudeva e a força do mérito que você adquiriu por observar o Saphala Ekadasi, seu reino lhe será devolvido, sem mais problemas. Tal é o benefício que você ganhou por jejuar neste dia auspicioso. Agora vá  até seu pai e desfrute do seu merecido lugar em sua dinastia.

                   Após ouvir estas palavras vindas dos céus, Lumpaka montou no cavalo e voltou para a cidade Campavati. Pelo mérito que obteve jejuando no Saphala Ekadasi ele se tornou um príncipe garboso mais uma vez e foi capaz de absorver sua  mente nos pés de lótus da  Suprema  Personalidade de Deus, Hari. Em outras palavras, ele se tornou Meu devoto puro.

                   Lumpaka ofereceu suas reverências humildemente a seu pai, o rei Mahismata e novamente aceitou suas responsabilidades principescas. Vendo seu filho decorado com ornamentos vaishnava e tilaka, o rei Mahismata entregou a ele o reino o qual Lumpaka governou sem impedimentos por muitos e muitos anos. Quando quer que o Ekadasichegasse, ele adorava o Senhor Supremo com grande devoção. Pela misericórdia de Sri Krishna ele obteve uma bela esposa e um bom filho. Na velhice Lumpaka entregou o reino a seu filho, exatamente como seu pai, o rei Mahismata, otinha entregue a ele e então foi à floresta para servir ao Senhor Supremo com a mente e os sentidos controlados. Purificado de todos os desejos materias, ele abandonou seu corpo e retornou a casa, de volta ao Supremo, obtendo um lugar proximo aos pés de lótus do Senhor Sri Krishna.

                   Ó Yudhisthira, aquele que se aproxima de Mim tal como Lumpaka o fêztorna-se-á completamente livre da lamentação e ansiedade. Na verdade, qualquer pessoa que observe apropriadamente este glorioso Saphala Ekadasi, mesmo desavisadamente como Lumpaka, torna-se famoso neste mundo. Ele se tornará perfeitamente liberado e ao morrer,  retornará a Vaikuntha. Quanto a isto não há dúvida. Além disso, aquele que simplesmente ouve as glórias doSaphala Ekadasi obtém o mesmo mérito derivado da execução de um Rajasuya-yajna e pelo menos, vai ao céu no próximo nascimento.

                   Acaba assim a narração das glórias do Pausa-krishna Ekadasi ou Saphala Ekadasi  
                                                                    do Bhavisya-uttara Purana.


Para fazer jejum na pratica procure um endereço perto de você na nossa Agenda

Para saber tudo sobre Jejum ou ekadasi clique nos links abaixo:
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Quebra do jejum em Campinas Jundiáí e região.

Dia 29 Quebrar entre 05:23 - 09:54 
(Hora real, não de verão

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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A verdade sobre as terras indígenas no Brasil! Acordem!!!



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Heil, Stálin!

htlstlSimples: a União Soviética financiou.

Nos primórdios da Internet surgiu a lei de Gödwin. Segundo essa lei, toda discussão na internet se prolongaria até que alguém fosse comparado a Hitler. A consequência é a seguinte: uma comparação com Hitler encerra a discussão instantaneamente, de forma que quem a faz mostra-se incapaz de argumentar e, portanto,  perde o debate. O crítico Alexandre Soares Silva, que é muito melhor que eu, diz que a lei de Gödwin é muito chata, e eu concordo com ele.
De certa forma, contudo, é preciso tomar cuidado. Hitler é tido como a encarnação do mal e virou algo como o “ponto final” de todas as discussões sociais. Sabe quem mais era antitabagista? Hitler. Vegetariano? Hitler. Usava bigode? Hitler. Uma hora cansa, de fato.
É-nos bem claro que Hitler tinha em mente uma utopia: o III Reich, baseado na suposta superioridade ariana, que seria uma sociedade perfeita, ou quase perfeita; o paraíso na terra. Para chegar a essa utopia, valia tudo. Diziam que os judeus exploravam o povo alemão: expropriemos os judeus; os católicos espalham a superstição e a fraqueza: combatamos a religião; os ciganos são inferiores: matemos os ciganos; e por aí vai.
O grosso da história nos é bem familiar dos nossos livros do ensino fundamental: a Alemanha estava falida e desmoralizada após a I Guerra, Hitler ascende ao poder com um discurso nacionalista, reergue economicamente o país e, com base em seus méritos, vai acumulando mais e mais poder. Faz incursões bélicas para tomar territórios e o poderio germânico só cresce.
Mas neste cenário há uma pergunta que não quer calar: se a Alemanha estava falida economicamente e proibida de ter um arsenal após a I Guerra Mundial, como de repente ela conseguiu dinheiro, armas e exército para fazer isso tudo?
Simples: a União Soviética a financiou.
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Documentos descobertos nos arquivos secretos soviéticos, abertos por Bóris Iéltsin, mostram que a União Soviética, muito antes do pacto de Molotov-Ribbentrop, já enviava, em violação do tratado de Versailles, armas e outros bens à Alemanha Nacional-Socialista. A razão era dupla: Moscou considerava o nazismo muito parecido com o comunismo, tanto que impedia o partido comunista alemão de combater o partido nazista diretamente; além disso, o expansionismo de Hitler manteria as nações a seu ocidente ocupadas, enquanto a União Soviética poderia dominar outros povos.
O pacto de Molotov-Ribbentrop, esse mais conhecido porque impossível de esconder, tornou a colaboração alemã-soviética mais próxima e mais ampla. Divulgado à época como um mero pacto de não agressão, na verdade era uma divisão de toda a Europa Oriental entre o domínio alemão e domínio soviético. Entre outras coisas, afirmava que a “Polônia deveria deixar de existir” – o que a história mostra que foi tentado à risca.
É possível questionar: a propaganda dos soviéticos não condenava o “fascismo”, chegando a afirmar que a Polônia e a Finlândia (onde heróis como Simo Häyhä detiveram o exército soviético, o maior do mundo) eram países fascistas como desculpa para invadi-los? Sim, a propaganda dizia exatamente isso. Mas o próprio Lênin dizia: “acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é”. Nazismo e Comunismo são irmãos gêmeos.
Mussolini era secretário do Partido Socialista Italiano, e saiu por razões conjunturais: sem ascender no partido, resolveu montar sua própria turminha (como vemos os trotskistas fazerem aos montes no movimento estudantil, ou mesmo em partidos como PCO, PSTU e PSOL, três dissidências do PT). Surgem aí seus vários partidos fascistas, iniciando pelo Feixe Autônomo de Ação Revolucionária (nome que me lembra cena clássica do filme “A Vida de Brian”, sobre as cisões na Frente de Liberação da Judéia).
O jornal New York Times, em 28 de novembro de 1925, reporta que Göbbells gerou animosidades e brigas ao afirmar que “Lênin era o maior homem, perdendo apenas para Hitler”, e que “a diferença entre o comunismo e a fé de Hitler era muito sutil” (ŠNORE, 2008). Parece que uma facção considerável do Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialista (esse era o nome completo do Partido Nazista) concordava com ele, e outra discordava veementemente, gerando a confusão.
Se olharmos os cartazes de propaganda nazista e comunista, notamos que eles são praticamente idênticos em texto, ideologia e estética. Grandes bandeiras, punhos em riste, camponeses e operários em marcha. A estética revolucionária soviética – famosa mundialmente e usada até hoje com primor por grupos como o Movimento da Negação.
Não só isso, o discurso de justificação é semelhantíssimo. Para os comunistas, a ditadura do proletariado; para os nazistas, o Reich ariano. Para os dois, o paraíso na terra. Os males da nação eram devidos aos judeus ou aos burgueses; bastava escolher um dos dois e se saberia se estava no grupo de Hitler ou no de Lênin.
Mas os documentos de Moscou fazem uma outra revelação impressionante: desde antes da II Guerra, a União Soviética já deportava, a pedido de Hitler, judeus para a Alemanha. Não apenas isso: foi descoberto que a Alemanha enviou emissários à Rússia para que estudassem o novo método usado pelos comunistas: campos de trabalho forçado para os inimigos do regime (os campos de concentração). Foram os comunistas que inventaram os campos de concentração e toda a “tecnologia de morte” utilizada neles; os nazistas foram à Rússia e aprenderam como fazer.
Mas as descobertas não param por aí: após o fim da II Guerra Mundial, os campos de concentração criados por Hitler na porção oriental da Alemanha – que ficou sob o domínio soviético – continuaram em atividade. Como os soviéticos já estavam familiarizados com aquele método há mais tempo que os nazistas, Stálin manteve em funcionamento as usinas da morte que todos desprezamos.
 egch_01_img0108Gulag, campo de concentração soviético
Já ouvi muito que os atos de Stálin foram um “acidente” e que o que ele fez não é “o verdadeiro socialismo”. Mas, quando se lê as palavras dos dois pais fundadores do socialismo vemos algo muito semelhante ao nazismo. Investigando documentos antigos e geralmente desconhecidos de Marx e Engels, os historiadores têm se deparado com textos surpreendentes.
Friederich Engels, no jornal Neue Rheinische Zeitung, em janeiro de 1849, escreveu que quando a revolução socialista acontecesse, e a luta de classes ocorresse, haveria sociedades primitivas na Europa, “dois estágios atrasadas”, porque sequer eram capitalistas, e as chamava de “lixo racial”, ou “povo descartável” — dependendo da tradução de “völkerabfälle” –, advogando sua destruição. Já Karl Marx escreveu literalmente: “As classes e raças fracas demais para dominar as novas condições de vida devem se entregar”. “Elas devem perecer no holocausto revolucionário” (MARX apud ŠNORE, 2008).
Prestem atenção à palavra usada pelo pai do comunismo: Holocausto. Marx, quando Hitler nem era nascido, já advogava o morticínio, chamando-o exatamente de holocausto, para aqueles que ele considerava “povos inferiores”.
Os achados não param por aí. Bernard Shaw, um famoso socialista inglês, defendia que aqueles que produzem menos do que consomem deveriam ser exterminados. Apenas tinha a “nobre” restrição de que eles não deveriam sofrer muito, deveriam ter uma “morte humana”, e pedia que se descobrisse um gás letal que matasse de maneira indolor. Quanto humanismo! Poucos anos depois esse gás foi descoberto e usado pelos nazistas. O nome do gás era Zyklon B, um pesticida à base de cianureto, cloro e nitrogênio. Os “inimigos do Reich” – judeus, ciganos, cristãos também – eram levados às câmaras de gás e lá eram envenenados pelo Zyklon B. A morte era indolor e os nazistas aplicariam exatamente o mesmo termo de Shaw: “morte humana”. Revisemos a história! Hitler era um humanista tal qual Bernard Shaw, Stálin, e tantos outros!
De novo: socialismo e nazismo são irmãos gêmeos. E quem o dizia era o próprio Fuhrer. Hitler afirmava que ele era o “autêntico realizador do Marxismo” (RAUSCHNING apud FEDELI). Até a diferença oficial, o “nacionalismo” nazista (nacional-socialista) que se contraporia ao “internacionalismo” comunista (internacional socialista), é questionável. O arianismo nazista explícito (exaltação da raça ariana) encontra analogia perfeita no discreto eslavismo soviético (exaltação do povo russo).
No inverno de 1933, Stálin matou de fome 7 milhões de ucranianos (mais que o total de mortes de judeus pelo regime nazista em toda sua extensão, estimado em 6 milhões), de maneira sádica, com direito a enterro de vivos. Promoveu migrações de russos para promover “limpezas étnicas” nas repúblicas bálticas. Instruiu o estupro de todas as mulheres encontradas na Polônia e Alemanha quando da marcha vitoriosa na II Guerra. Fora a já citada colaboração intensa com Hitler na deportação de judeus e outros povos para a Alemanha, para que se os colocassem em campos de concentração. E, claro, o genocídio — local, como o massacre de poloneses em Katyn, ou nos distantes gulags, os campos de concentração soviéticos — dos povos indesejados.
Até hoje o eslavismo faz sucesso na Rússia. Vladimir Putin, que fez parte da KGB, a polícia secreta soviética, advoga-o explicitamente. Também alguns de seus correligionários, inclusive com tons antissemitas. Aleksandr Dugin, ideólogo de Putin, tem-no como uma das bases de sua nova utopia: o eurasianismo.
Não restam dúvidas de que o nazismo e o comunismo são idênticos nos seus acidentes: formas de propaganda, apelo à luta contra os “opressores”, genocídio como forma de controle social, campos de concentração, a inutilização daqueles que não produzem de acordo com o esperado, xenofobia, apelo ao futuro brilhante e utópico. E é neste último ponto que reside a identidade de ambos na sua essência.
Nazismo e Comunismo são expressões levemente distintas da mesma mazela histórica que Olavo de Carvalho chama de “mente revolucionária”, a idéia de que a história é o único juiz, e que todos os atos são justificados quando se tem em vista “um mundo melhor” (CARVALHO, 2012).
Cegados pela utopia, o nazista e o comunista enxergam todos os seus atos como justificados desde já, dado que se voltam a um “futuro magnífico”. Nessa enganação, homens capazes de grandes bens, considerados como honrados e morais, podem se tornar os maiores tiranos.
Ernesto Guevara, o Che, relata sobre sua vida incríveis sacrifícios pessoais em prol de pessoas simples, que são confirmados por testemunhas (GUEVARA, 2001). Esse mesmo homem comandou fuzilamentos e ordenou que se fuzilasse mais e mais, a sangue frio, matando pessoalmente inclusive crianças. Os comunistas podem até não comer criancinhas, mas matam-nas inescrupulosamente. Stálin visitava pessoalmente diversas casas, sabia o nome de todos, perguntava aos cidadãos russos se sua calefação funcionava, se tinham algum problema, e mandava consertar o que estivesse quebrado (MONTEFIORI, 2004). Ao mesmo tempo comandava o maior genocídio que se tinha visto até então na história (superado por Mao Tsé Tung que, ao contrário, pessoalmente era profundamente imoral). Hitler era visto como um homem culto e gentil, além de ser muito admirado pelos alemães, e vejam só o que fez…
Foi a mentalidade revolucionária que transformou esses homens em demônios. Dostoiévski inclusive denomina esse tipo assim em seu romance homônimo, que é uma excelente descrição desse processo. Ao colocar como juiz de seus atos o futuro ainda não existente e que seria forjado pelos próprios atos, isto é, um árbitro subjetivo e relativo, perde-se todo o norte moral. De novo Dostoiévski, agora em Irmãos Karamázov: “destruindo-se nos homens a fé em sua imortalidade, neles se exaure de imediato não só o amor como também toda e qualquer força para que continue a vida no mundo[;] [e] mais: então não haverá mais nada amoral, tudo será permitido” (DOSTOIÉVSKI, 2009), trecho famosamente parafraseado como: se Deus não existe, se não existe qualquer norte moral absoluto, então tudo é permitido.
Assim, sempre que ouvir algo justificado na apelação a “um mundo melhor”, desconfie. Pode ser a preparação de mais uma pilha quilométrica de cadáveres.


REFERÊNCIAS:
COURTOIS, S. et alli. O Livro Negro do Comunismo. São Paulo: BCD, 1999.
DE CARVALHO, O. Alguns Traços da Mente Revolucionária, in Revista Vila Nova, julho de 2012, v. 3, pp 43-47.
DOSTOIÉVSKI, F. (1880) Os Irmãos Karamázov. 2ª edição. São Paulo: Editora 34, 2009. Vol. 1, p. 110.
FEDELI, O. Rock’n Roll, Idade Média, nazismo e socialismo. Disponível em:http://www.montfort.org.br/old/perguntas/rock.html. Acesso em: 21 de novembro de 2012.
GUEVARA, E. De Moto Pela América do Sul: Diário de Viagem. São Paulo: Sá Editora, 2001.
MONTEFIORE, S. S. Stálin não era um Homem Medíocre: entrevista. [agosto de 2004]. São Paulo: Revista Primeira Leitura, n. 30. Entrevista concedida a Silio Boccanera.
MONTEFIORE, S.S. Stálin – A Corte do Czar Vermelho. São Paulo: Companhia das Letras.
RAUSCHNIG, H. Hitler m’a dit, Paris: Coopération, 1939, p. 210
ŠNORE, E. Soviet Story (A história soviética). [Filme-Vídeo] Lituânia: produzido por Edvīns Šnore, 2008.

Luís Guilherme Pereira é engenheiro de computação e colunista no site da Revista Vila Nova, onde o presente artigo foi publicado.

http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/14120--heil-stalin.html

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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

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Olavo de Carvalho na PUC de São Paulo.



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Mandela foi do Partido Comunista: ele negou por décadas

mandelafidel
Um novo livro afirma que as primeiras acusações de 50 anos atrás sobre Mandela ser comunista, ao fim das contas, são verdadeiras.
"Isso foi escrito em um encontro partidário fechando sem que qualquer um estivesse preocupado em impressionar ou enganar o público."
 
Por décadas, esse foi um dos mais duradouros motivos de disputas na frente anti-apartheid sul-africana. Nelson Mandela, o líder do African National Congress (ANC), era realmente um comunista secreto como alegou o então governo branco da época? Ou, como ele reivindicou durante os infames processos de 1963 que o sentenciou à prisão perpétua, era mais uma manobra para desacreditá-lo em um mundo guiado pelas tensões da Guerra Fria?
Agora, após quase cinquenta anos depois do processo que o tornou o mais bem conhecido prisioneiro de consciência, um novo livro alega que seja qual tenha sido a injustiça que se perpetrou, os promotores da era do apartheid estavam certos pelo menos em uma questão: Mandela, no final das contas, era um membro do Partido Comunista.
O ex-presidente sul-africano, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1993, sempre negou ter sido um membro da filial sul-africana do movimento, que montou uma guerrilha de resistência armada junto do ANC.
Mas uma pesquisa do historiador britânico, professor Stephen Ellis, desenterrou novas evidências de que durante os primeiros anos de ativismo o Sr. Mandela era do alto escalão do Partido Comunista Sul-Africano (PCSA). Ele diz que
Mandela entrou para o PCSA para atrair a ajuda das superpotências comunistas para a campanha armada do ANC contra o governo branco.
O livro também traz novas evidências detalhadas de como o setor militar do ANC teve lições de como fazer bombas com o IRA e treinamento de técnicas de inteligência com a Stasi da Alemanha Oriental; tais técnicas foram usadas para conduzir interrogatórios brutais com suspeitos de "espionagem" em prisões secretas.
Como evidência da afiliação de Mandela ao Partido Comunista, o professor Ellis cita uma ata de um encontro secreto do PCSA em 1982 descoberta em uma coleção de documentos privados da Universidade da Cidade do Cabo, onde um veterano ex-membro, o falecido John Pule Motshabi, fala sobre Mandela ter sido um membro do partido duas décadas antes. 
Nas atas, Motshabi é citado dizendo: "Há uma acusação de que nos opomos à entrada de Nelson [Mandela] e Walter (Sisulu, um colega ativista) na Família (palavra codificada para se referir ao partido)... nós não fomos informados porque isso estava crescendo após as campanhas de 1950 (uma série de protestos nas ruas). O recrutamento veio dois anos depois." 
Embora outros membros do PCSA já tenham confirmado a afiliação de Mandela, muitos desses testemunhos foram dados sob a coação do interrogatório policial, onde pode ter havido a intenção de incriminá-lo. No entanto, as atas do encontro do PCSA em 1982, segundo o Professor Ellis, oferecem provas mais confiáveis. "Isso foi escrito em um encontro partidário fechando sem que qualquer um estivesse preocupado em impressionar ou enganar o público", disse o historiador. 
Embora Mandela aparentemente tenha se filiado ao PCSA mais por suas conexões políticas do que por suas ideias, sua filiação poderia ter causado danos àquilo que ele defendia perante os olhos do Ocidente caso isso fosse descoberto enquanto ele ainda lutava contra o apartheid.
A África foi um campo de batalha para as "guerras por procuração" da Guerra Fria até o final dos anos 1980; e o suporte internacional para a causa, que incluiu a campanha Liberte Nelson Mandela, atraiu olhos em parte por conta de sua figura que não tinha compromissos nem com o Oriente nem com o Ocidente.
"A reputação de Mandela é baseada tanto na sua habilidade de superar animosidades pessoais quanto na sua generosidade para com todos sul-africanos, fossem negros ou brancos, e isso impressionou o mundo", disse o professor Ellis, um ex-pesquisador da Anistia Internacional que fica na Universidade Livre de Amsterdã. "Mas isso mostra que, como qualquer político, ele estava preparado para fazer alianças oportunistas". 
"Penso que a maioria das pessoas que apoiaram o movimento antiapartheid não queriam conhecê-lo muito a fundo. O apartheid foi visto como uma questão moral e pronto. Mas se as verdadeiras provas fossem mostradas naquela época, talvez alguns teriam pensado diferentemente." 
Mandela negou sua afiliação ao Partido Comunista no depoimento inicial do processo de Rivonia, onde ele e nove outros membros-líderes do ANC foram julgados por 221 alegados atos de sabotagem cuja intenção era derrubar o sistema do apartheid. Os réus também foram acusados de promoverem as metas do comunismo, um movimento que então era ilegal na África do Sul. 
Falando à corte, Mandela declarou "nunca ter sido um membro do Partido Comunista" e que ele não concordava com o menosprezo que o movimento tinha pela democracia parlamentar típica do Ocidente.
Ele acrescentou: "A sugestão feita pelo Estado de que a luta na África do Sul está sob a influência de estrangeiros ou comunistas está inteiramente incorreta. O que quer que eu tenha feito foi como indivíduo e líder do meu povo, tanto por causa da minha experiência na África do Sul quanto pelo meu orgulhoso passado africano e não por causa de algo que algum forasteiro tenha dito". 
Mandela entrou para o ANC em 1944, quando a liderança ainda se opunha ao confronto armado contra o estado pró-apartheid. Todavia, no começo dos anos 1950 ele se convenceu que uma guerrilha era inevitável; perspectiva confirmada pelo massacre de Sharpeville em março de 1960, quando a polícia abriu fogo contra manifestantes negros no distrito de Townsvaal matando 69 pessoas.
Mas mesmo após outros líderes do ANC terem se alinhado ao mesmo modo de pensar de Mandela após o massacre de Sharpeville, o grupo ainda não tinha acesso a armamentos ou suporte financeiro. Como alternativa, disse o professor Ellis, Mandela buscou ajuda com os comunistas — que ele já tinha contato próximo — por conta de compartilharem da oposição ao apartheid.
"Ele conheceu e confiou plenamente em muitos ativistas comunistas. Parece que ele foi cooptado direto para o comitê central sem necessidade de experiências prévias", disse Ellis. "Mas é justo dizer que ele não era um convertido; era apenas uma jogada oportunista". 
Meses após Sharpeville, membros do Partido Comunista visitaram secretamente Beijing e Moscou, onde lhes ficou assegurado suporte para as ações da guerrilha. Em conjunto com outros membros-líderes do ANC eles montaram uma organização militar nova e nominalmente independente, conhecida como Umkhonto we Sizwe ou Lança da Nação. Com Mandela como comandante, a Umkhonto we Sizwe deu início aos primeiros ataques em 16 de dezembro de 1961. 
A campanha de "sabotagens" e atentados à bomba nas três décadas que se seguiram levaram a vida de dúzias de civis e fizeram com que a organização fosse classificada como grupo terrorista pelos Estados Unidos.
Eu seu livro, o professor Ellis, que também publicou um livro sobre a guerra civil na Libéria, trabalha os aspectos mais obscuros do passado do ANC. Um desses episódios trata-se do treinamento que o ANC recebeu dos peritos em bomba do IRA em uma base secreta em Angola no final da década de 1970; Essa ligação foi desvelada ano passado com as memórias póstumas de Kader Asmal, um político sul-africano de origem indiana que estava exilado na Irlanda. Ele foi um membro do movimento irlandês antiapartheid que, segundo o professor Ellis, tinha estreitos laços com os partidos comunistas da Inglaterra e da África do Sul.
A tutoria do IRA, que foi alegadamente intermediada em parte pelo líder do Sinn Féin, Gerry Adams, levou os combatentes do ANC a melhorarem consideravelmente suas habilidades com bombas graças à perícia do que o prof. Ellis descreve como o "mais sofisticado grupo de guerrilha urbana do mundo".
A Angola também foi base para o "Quatro", um notório centro de detenção do ANC, onde dezenas de integrantes do próprio movimento eram torturados e às vezes mortos pelo serviço de segurança interna por serem suspeitos de espionagem, sendo que alguns deles "mal eram adolescentes". Os instrutores da Alemanha Oriental ensinaram os agentes de segurança interna que qualquer um que desafiasse o dogma oficial do ANC deveria ser visto como um potencial espião ou traidor.
Na semana passada, um porta-voz da Fundação Nelson Mandela disse: "Não acreditamos que há provas de que Madiba (o nome de clã de Mandela) era um membro do partido... As evidências que foram mostradas são comparativamente fracas em relação às evidências do oposto, além disso, temos a consistente negação de Madiba por quase 50 anos. É concebível que Madiba pudesse cometer um deslize em um caso legal, mas não que ele fizesse um depoimento totalmente falso."
"O recrutamento e a entrada no partido era um processo que acontecia por partes durante um período de tempo. É possível que Madiba tenha iniciado o processo, mas jamais completado. O que está claro é que durante certa época da luta ele era suficientemente confiável como um líder do ANC a ponto de participar dos congressos do Partido Comunista. E é provável que ao comparecer em tais encontros, possa se ter pensado que ele foi um membro".
Mandela atualmente está com 94 anos, está fora da vida pública desde 2004 e está com a saúde debilitada.  Ele fez, no entanto, uma alusão a uma relação simbólica com os comunistas em seu best-seller Longa caminhada até a liberdade. “Sempre haverá aqueles para dizerem que os comunistas estavam nos usando”, disse Mandela. “Mas quem disse que nós não estávamos usando-os?”


Publicado no 
The Telegraph.
Tradução: Leonildo Trombela Júnior



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