terça-feira, 24 de novembro de 2015

Quando fornecida uma prova da existência de Deus, quem seria qualificado para ela?


A Prova da Existência de Deus

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Hridayananda Dasa Goswami

Quando fornecida uma prova da existência de Deus, quem seria qualificado para ela?

Muitas vezes, as pessoas nos perguntam: “Você pode provar a existência de Deus?” A palavra “prova” indica uma demonstração conclusiva que estabelece a validade de uma afirmação – neste caso, a afirmação de que Deus existe.
Contudo, tão logo falamos de uma demonstração, a pergunta seguinte é: “A quem deve ser demonstrada?”. Se falamos de evidências de dados, temos de saber quem vai ver e ouvir. Em outras palavras, quem vai julgar os resultados de um determinado experimento, teste ou julgamento.
Consideremos um exemplo hipotético. Dr. Waterport, o famoso cientista, acaba de descobrir uma fórmula sofisticada que resolve um problema matemático técnico. Ele, orgulhosamente, reúne todos seus colegas e lhes apresenta trinta páginas de símbolos ultratécnicos. Seus colegas cientistas se debruçam sobre as páginas e concluem: “Sim, eis a resposta que temos procurado”. Se o Dr. Waterport mostrasse tal prova a qualquer pessoa comum que estivesse passando pela rua, a pessoa nem mesmo saberia como segurar as páginas na posição certa. Porque não é treinada em matemática, a prova não faria qualquer sentido para ela. Portanto, a conclusão de nossa análise é que a prova exige um público qualificado.
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Uma pessoa completamente alheia a um assunto não pode compreender uma prova sobre ele.
Certamente, qualquer prova válida deve ser lógica. Porém, a forma como nós aplicamos a lógica depende de nossa experiência anterior. Por exemplo, suponha que uma macieira esteja crescendo perto de sua janela. Certa manhã, você ouve um som como o de uma maçã batendo no chão e, quando olha para fora, vê uma maçã madura debaixo da árvore. Logicamente, você concluirá que a maçã acabou de cair da árvore. Sua declaração lógica repousa sobre a sua observação anterior de que a macieira produz maçãs, maçãs maduras caem no chão e que elas fazem um som específico quando isso acontece. E sua declaração parecerá lógica para aqueles cuja experiência seja similar.
Logo, aplicamos a lógica de acordo com nossa experiência. Portanto, como esperar que Deus pareça lógico para uma pessoa que não tenha nenhuma experiência espiritual? Como Deus pode parecer lógico para uma pessoa a quem a própria terminologia da ciência de Deus é ininteligível? Assim, é ridículo quando aqueles que se encontram espiritualmente cegos, surdos e mudos demandam que Deus lhes pareça “lógico” e que a Sua existência seja “provada” em seus termos.
Em geral, não é lógico que alguém não treinado em algum campo de conhecimento exija que um fato particular pertencente a esse campo de conhecimento seja logicamente demonstrado a ele. Assim, se alguém que não tenha ideia do que seja um número demandar que eu logicamente lhe demonstre que dois mais dois é igual a quatro, eu não posso fazê-lo. Da mesma forma, se um ignorante espiritual exige que Deus seja logicamente demonstrado a ele, seu próprio pedido é ilógico. Como poderiam ser cumpridas as demandas ilógicas de ateus?
Sobre Lógica e Experiência Espiritual
Podemos facilmente fornecer inúmeras provas de Deus – desde que estejamos livres para estipular que o juiz seja uma pessoa treinada espiritualmente. Devotos do Senhor que sejam avançados na consciência de Krishna podem lógica, evidente e demonstrativamente lidar com a realidade da alma e de Deus, mas tolos materialistas exigem que Deus, um ser não-material, seja reduzido a uma fórmula material.
É absurdo exigir uma prova material para uma entidade não-material. Leis matemáticas ou físicas descrevem maneiras previsíveis em que as coisas materiais interagem, mas Deus e a alma não são materiais e, portanto, não podem ser reduzidos a descrições materiais. Isso não significa, no entanto, que a alma esteja fora da jurisdição da discussão lógica. A própria consciência é espiritual, não material, e, portanto, o estudo da consciência, ou espírito, não está além do alcance dos seres humanos.
Na verdade, todos os campos do conhecimento dependem de uma percepção tangível pela alma, uma vez que todas as ciências dependem de cientistas conscientes, que elaboram todo o pensamento e realizam todos os testes (e a consciência é espiritual). Em outras palavras, a consciência espiritual é intrínseca a todos os tipos de consciência, embora as pessoas materialistas não reconheçam que a consciência seja espiritual.
Portanto, não há falta de dados que provem a existência do espírito, já que, por definição, a própria consciência é espiritual. O problema é que os intelectuais tolos caprichosamente designam a consciência como uma entidade material, não espiritual. No entanto, assim que nós aceitamos a simples verdade de que a própria consciência é espiritual, descobrimos que, em todas as fases de sensibilização e em todos os campos de conhecimento, a nossa percepção de todos os tipos de dados está descansando em uma experiência espiritual: a experiência de estar consciente. E quando a consciência estuda a si mesma, ela atinge a fase chamada de consciência espiritual, ou autorrealização. Em última análise, quando a pessoa autorrealizada fixa sua consciência sobre a fonte de toda a consciência, ela alcança a realização de Krishna, a Suprema Personalidade de Deus.
Para aquele que não tenha percebido o prazer superior da consciência de Krishna, lhe parecerá ilógico restringir sua apreciação material. Uma pessoa consciente de Krishna, no entanto, percebe que a consciência espiritual é muito mais prazerosa e gratificante do que a consciência materialista. Ela percebe, ainda, que as atividades pecaminosas, atividades contra as leis de Deus, prejudicam essa consciência. Assim, é inteiramente lógico que uma pessoa consciente de Krishna obedeça às leis de Deus, assim como é lógico que um cidadão comum obedeça às leis do Estado.
Em última análise, devemos chegar ao estágio da lógica absoluta, que se refere à percepção absoluta, uma percepção das coisas com propriedades eternamente reconhecíveis e relacionamentos eternamente estabelecidos. Por exemplo, Deus é o mestre e desfrutador supremo e nós somos Seus servos eternos. Assim, para nós, é absolutamente lógico servi-lO, pois estamos situados em nossa posição constitucional natural. Servir a um empregador mundano pode parecer lógico, mas não é absolutamente lógico, uma vez que, após a morte do empregador, ou após sua falência, servi-lo se torna ilógico.
Em conclusão, a lógica é um processo secundário, que segue o processo primário da consciência. Somos conscientes, por exemplo, de que os números têm determinados valores e propriedades e, com base nessa percepção, podemos afirmar que uma determinada equação matemática seja lógica ou ilógica. Da mesma forma, purificando nossa existência através da prática da consciência de Krishna, somos capazes de perceber os valores e as propriedades de Deus e, portanto, podemos discernir se uma declaração específica sobre Deus é lógica ou ilógica. Ao confirmar a nossa análise com a literatura védica, livros de ciência espiritual compilados por devotos realizados de referência padrão, podemos chegar ao ponto de compreender perfeitamente a ciência de Deus na consciência de Krishna.
Todo o conteúdo das publicações de Volta ao Supremo é de inteira responsabilidade de seus respectivos autores, tanto o conteúdo textual como de imagens. Tradução de Maria do Carmo.
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fonte. http://voltaaosupremo.com/artigos/artigos/a-prova-da-existencia-de-deus/



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